quarta-feira, 1 de abril de 2009



Viajando pela Bíblia
Welson Tavares, SP, 2004

Tipo: peça em 10 cenas.
Personagens: Narradora; Maria; Cássia; Bíblia; Dona Diva

Narradora - Bem vindos! Vocês estão prestes a entrar no maravilhoso mundo da Bíblia.
Este Mundo não é de mentira, como outros por aí, e vocês podem morar nele, viver nele, basta querer.
Bom, vou deixar para depois as explicações de como morar no Mundo da Bíblia, pois agora vamos ver a primeira história da
série Viajando pela Bíblia. Nossa primeira história tem por título "Procurando os pequenos obreiros",
que conta a história...É melhor vocês verem a história... Tudo começou com a pergunta, da "perguntadeira"
Maria que queria saber de tudo que lhe viesse à telha:

Cena 1 - sem cenário
Maria - Oh Cássia, como é que eu sei que a Bíblia conta a verdade?
Cássia - Por que a Bíblia nos diz que todas a s escrituras são inspiradas por Deus,
além do mais para tudo que acontece a Bíblia tem uma explicação.
Maria - Eu nunca ouvi nas Histórias da Bíblia crianças fazendo algo para Deus,
eu acho que é porque nós somos muito pequenos e não sabemos fazer quase nada, aliás, nada.
Cássia - Uhmmmmm! É verdade...Mas há crianças que fizeram sim a obra do Senhor.
Maria - Ué...Por que eu num lembro?
Cássia - Você tem ido para a Escola Dominical e prestado atenção?
Maria - Não...He...He...

Entra a Bíblia
Bíblia - Já que você não vai buscar o conhecimento da Bíblia, eu vim aqui te trazer o conhecimento Maria.
Cássia - Como é que você entrou aqui?
Bíblia - Vamos, e não tenha medo, pois eu não vou lhe fazer mal algum.
Maria - Vamos sim, seu desconhecido... Maria segue Bíblia
Bíblia - Você não vem Cássia?
Cássia - Isso parece loucura, mas...
Fecham-se as cortinas e começa a tocar a música de fundo.

Cena 2 - Cenário: Gênesis, que consiste um lugar com folhas e alguns desenhos simulando arbustos.
Bíblia - Eis aqui o começo de tudo, o livro das Gênesis de todas as coisas.
Maria - Que legal! Mas o que a gente veio fazer aqui?
Bíblia - Dona Narradora, explica pra ela e para todo mundo o que nós viemos fazer aqui?
Narradora - Mas é claro. A aventura de Viajando pela Bíblia I será viajar pela Bíblia toda a procura de pista ou pessoas
mesmo que eram crianças e faziam a obra do Senhor.
Maria - Que legal! Vão me ensinar as coisas sem eu precisar perguntar? Mas eu posso fazer perguntas não posso?
Bíblia - Claro que pode. Estou aqui pra lhe explicar tudo sobre crianças obreiras, para que você também seja uma.
Maria - Mas como e posso fazer isso, eu sou tão pequena?
Bíblia - Essa pergunta será respondida mais à frente Maria.
Cássia - Olha, eu acho que encontrei um pista.
Bíblia - Deixe-me ver... É realmente é nossa primeira pista e diz: "A obediência".
Isso quer dizer que no princípio da criação as crianças faziam a vontade do Senhor somente em obedecer aos seus pais,
essa a primeira obra, a obediência.
Maria - Já vi que posso fazer a obra...
Cássia - Tá vendo resmungona. Toda vez que a mãe te pede pra fazer algo você fica resmungando e não a obedece.
Maria - Eu vou mudar...
Bíblia - Bom, já ficamos muito aqui, vamos procurar a próxima pista, para ver com as crianças podem fazer a obra do Senhor.
Fecham-se as cortinas

Cena 3 - Cenário: Deserto, desenho do Sol bem forte e as luzes quase todas acesas.
Bíblia - Chegamos ao Êxodo...
Maria - Que calor!
Cássia - Claro Maria, nós estamos no Egito.
Bíblia - Realmente, aqui é muito quente, pois a maiorias das áreas são todas desérticas.
Maria - Olha aqui! Acho que é a nossa pista.
Bíblia - Deixa-me ver?
Maria -Tó...
Bíblia - Não Maria, essa não é nossa pista, é apenas uma anotação sobre como fazer o próximo cenário.
Cássia - Onde será que tá a pista daqui.
Bíblia - Vamos Perguntar à Narradora!
Maria - Vamos...
Cássia - Hei! Espera aí, com a Narradora nós podemos falar daqui mesmo.
Bíblia - É basta falar assim: Dona Narradora onde está a nossa pista?
Narradora - Têm duas. Uma delas está comigo e a outra está atrás de uma pedra.
Bíblia - Você pode, por favor, nos dar a pista que está com a senhora?
Narradora - A pista que está comigo diz que vocês daqui passarão para o Livro de Samuel,
pois do atual livro até este a pista é única: "Obediência aos pais para agradar ao Senhor".
Enquanto a Narradora fala Maria pega a pista na pedra
Maria - Aqui está a outra pista.
Bíblia - Vamos ver o que diz... "A irmã de Moisés ajudando sua mãe a cuidar de Moisés".
Aqui se vê que a irmã de Moisés agradava a sua mãe, logo agradava a Deus.
Cássia - Então nós temos duas pistas e duas dicas para as crianças:
A Primeira diz que obedecendo aos seus pais você está obedecendo a Deus A Segunda diz que agradando os pais,
agradamos a Deus.
Bíblia - Vamos como disse a Narradora para o Livro de Samuel.
Fecham-se as cortinas

Cena 4 - Cenário: Um Templo, lugar à meia luz e iluminado com velas, simbolizando a luz do templo
Bíblia - Já sei onde está a pista...
Maria - Tão rápido!?
Cássia - Deixa de resmungar Maria
Bíblia - Olhem, aqui diz: "Samuel desde pequeno servia ao Senhor como sacerdote, ensinado pelo sacerdote Eli".
Cássia - Faz sentido...
Maria - Alguém me dá uma luz por que eu ainda não entendi o que significa.
Cássia - É simples Maria, com isso nós podemos saber que não só os adultos podem pregar e ensinar nos cultos,
mas se as criança e adolescente também buscarem ao Senhor podem ministrar sua palavra com fervor.
Bíblia - Isso mesmo Cássia, se você usasse essa inteligência para falar de Jesus a suas colegas de classe,
você faria muito bem a obra do Senhor.
Cássia - É... É...
Maria - Já acabamos aqui, vamos procurar a próxima pista.
Bíblia - Tem razão Maria, vamos.
Fecham-se as cortinas

Cena 5 - Cenário: montanhas
Bíblia - Por mais que nós tenhamos andado, não saímos do Livro de Samuel.
Maria - Mas tudo tem um motivo de ser.
Cássia - Nosso! Finalmente você falou algo de interessante.
Maria - Mas é lógico, eu li o texto da Bíblia.
Cássia - Tinha que ser!
Bíblia - Como a Maria já falou, tudo tem um motivo de ser, se estamos aqui é para aprender algo novo.
Cássia - Achei a pista. Posso ler?
Bíblia - Claro que pode.
Cássia - "Um menino pastoreando as ovelhas de seu pai, e defendendo-as de animais perigosos".
Bíblia - Aqui vemos Davi cuidando das ovelhas de seu pai e com isso aprendeu a confiar no Senhor,
sendo assim agradava ao Senhor, pois nele confiava cegamente, prova disto é que mais tarde enfrentou o gigante Golias.
Cássia - Já temos então três pistas para fazer a obra do Senhor...
Maria - Eu sei quais são. Obedecer, agradar e confiar.
Cássia - Você está aprendendo rápido Maria.
Bíblia - Vamos para a próxima pista.
Fecham-se as cortinas

Cena 6 - Cenário: Trono
Cássia - Olha ali em cima do trono.
Maria - Deixa que eu pego. É... Agora é a pista.
Bíblia - Dê-me. Bíblia pega a pista de Maria Aqui diz: "Josias reinou desde os oito anos".
Maria - Puxa! Um rei com oito anos parece até brincadeira.
Bíblia - Mas não é.
Cássia - Mas o que isso quer dizer?
Bíblia - Quer dizer que as crianças também podem decidir, desde que queiram realmente servir ao Senhor com sinceridade.
Maria - Para fazer a obra do Senhor temos que obedecer, agradar, confiar e decidir.
Cássia - Isso tá ficando complicado.
Bíblia - Não é nada difícil, pois basta ser simplesmente como Jesus.
Cássia - Ah! É básico.
Bíblia - Vamos sair dos Livros dos Reis, e vamos seguir para nossa próxima pista
Fecham-se as cortinas

Cena 7 - Cenário: Livros poéticos: um pergaminho
Bíblia - Chegamos aos Livros Sapienciais
Maria - Que livros são esses? Não sabia que na Bíblia tinha estórias de sapos.
Cássia - (rindo) Não Maria, são os livros poéticos, que trazem muitos conselhos sábio,
por isso são chamados de Livros Sapienciais.
Maria - Assim está melhor.
Bíblia - Vejam aqui tem um rolo de pistas.
Cássia - Lógico, nos livros poéticos nós podemos encontra muitas informações de como fazer a obra do Senhor,
mesmo sendo criança.
Maria - Qual é a primeira pista dona desconhecida?
Bíblia - Pode me chamar de Bíblia. A primeira pista diz: "Não era criança, mas deixou um belo exemplo de paciência".
Maria - Essa eu sei que é. É Jó que foi um homem muito paciente, sofreu muito, mas nunca reclamou do seu Deus.
Cássia - Tá vendo que você lembra o que aprendeu na Escola Dominical, só precisa fazer uma forcinha para lembrar.
Maria - Eu já posso falar todas as pistas que nós já encontramos?
Bíblia - Ainda não Maria porque ainda tem outras pistas.
Cássia - Leia logo as outras Bíblia.
Bíblia - "Ouvi o conselho do teu pai"
Cássia - Essa pista é muito clara.
Bíblia - Mas nos livros sapienciais nós encontramos ordens para os adultos também.
No livro dos Provérbios capítulo 22 e versículo 6 diz : "Ensina o menino no caminho em que deve andar..."
Maria - Nós devemos ouvir os conselhos de nossos pais porque eles tem de nos ensinar a andar nos caminhos
do Senhor e nós devemos obedecer.
Bíblia - Certo Maria! Muito bem. Vamos para o próximo livro ou subdivisão deles.
Maria - Como assim subdivisões.
Bíblia - Eu explico pra você no caminho, vamos... Os livros da Bíblia...
Fecha-se as cortinas

Cena 8 - Mesmo cenário
Maria - Seu Bíblia, você entende tudo da Bíblia hein!
Cássia - Parece que nós voltamos para o mesmo lugar.
Bíblia - Não. Posso sentir que nós estamos nos Livros Proféticos.
Cássia - E que pistas podemos encontrar nos Livros Proféticos que têm uma linguagem tão complicada e as vezes dura?
Bíblia - Narradora, onde está a pista daqui?
Maria - Eu já achei, está aqui.
Bíblia - Obrigada dona Narradora
Cássia - pega a pista de Maria - Aqui diz : "Sendo já homem, chorou como criança"
Bíblia - O profeta Jeremias chorou aos pés do Senhor como uma criança, isso quer dizer que o
coração de uma criança é puro e para estar diante de Deus todos precisam ter um.
Maria - Que legal! Então todo mundo que faz a obra do Senhor tem que ser como uma criança.
Cássia - Logo todas as crianças podem fazer a obra do Senhor, pois seu coração é puro.
Bíblia - Mas existe mais algumas condições para que as crianças façam a obra do Senhor.
Maria - Eu pensava que não tinham restrições para isso.
Bíblia - Narradora nós podemos pular para o fim de nossa aventura.
Narradora - Não, só podem ir para os Evangelhos.
Maria - Então vamos logo.
Cássia - Vamos o mais rápido que pudermos.
Fecham-se as cortinas.

Cena 9 - Cenário: nuvens
Bíblia - Aqui iremos aprender quais a condições para que as crianças façam a obra do Senhor.
Cássia - Por que não tem pistas neste lugar? B.- Por que aqui é o último estágio da nossa viagem.
Maria - Como assim, nós não viajamos pela Bíblia toda coissíssima nenhuma, nós até pulamos algumas partes.
Bíblia - Você tem razão, mas os as últimas pistas serão dadas aqui e as demais vocês procurarão sozinhas.
Cássia - Mas como?
Bíblia - Assim que sairmos daqui você saberão como fazer isso.
Cássia - Se é você quem diz...
Bíblia - Para que todas as crianças possam fazer a obra do Senhor, antes de qualquer coisa elas têm que aceitar
a Jesus como seu Salvador, pois na Bíblia está escrito "todos pecaram, e precisam da glória de Deus",
portanto antes de obedecer, agradar confiar, ouvir o conselho dos pais e ser humilde diante do Senhor,
a criança, como qualquer pessoa tem que aceitar a Jesus, para que possam ser perdoados os seus pecados e
para que se possa ir morar com Jesus no céu...
Fecha-se as cortinas.

Cena 10 - Cenário: Mesa de café da manhã
Dona Diva - Maria, Cássia o café tá pronto, vem tomar pra depois a gente ir pra casa da vovó.
Maria - Ah, mãe; a gente tá de férias, por que nós temos que acordar cedo?
Cássia - Olha Maria, ali na mesa...
Maria - A Bíblia...
Dona Diva - Que deu em vocês?
Cássia - Nós podemos continuar a procurar as pistas.
Maria - É! Vamos tomar café e depois a gente continua a nossa aventura.
Dona Diva - Vocês sonharam o mesmo sonho?
Maria - É mesmo Cássia!
Dona Diva - Posso depois saber como foi esse sonho?
Cássia - Claro mãe, quem sabe a senhora não dá uns conselhos para a gente.
Fecham-se as cortinas; Maria fica, monologando.

Maria - Quiser aceitar a Jesus a oportunidade será dada. Se você pensa que criança ou adolescente não pode fazer
a obra do Senhor está muito enganado, pois você pode falar de Jesus aos seus amigos, colegas de classe, na condução...
Cássia - Só a voz - Vamos logo Maria.
Maria - É isso aí! Fiquem na paz!
Fecham-se as cortinas

Fim

Procura-se um Pai
D. Figueiredo, 2005

Tipo: peça em 1 ato.
Personagens: Narrador, 2 crianças, vendedor, 6 pais

Narrador: Atenção, Senhoras e Senhores. O que vocês vão assistir agora é uma ficção. Qualquer semelhança terá sido mera
coincidência!
Entram as crianças, conversando preocupadamente.

Criança 01: Calma! Nós vamos encontrar. Vamos ver... Onde a gente pode começar a procurar? Ah! Tive um a idéia.
Vamos até o shopping.
Criança 02: É mesmo dizem que lá vendem de tudo. Pode ser que venda pai também!
As crianças saem de cena. Quando o narrador começar a falar elas entram novamente em cena.

Narrador: As crianças correm para o shopping. Andam de um lado para o outro, olhando em todas as lojas,
mas não encontram nada. Quando estão quase desistindo, uma das crianças vê uma placa grande e bonita.
Que surpresa para eles! A placa dizia... "Temos todos os tipos de pais".
As duas crianças se aproximam para ler a placa, quando chega o vendedor.

Vendedor Pois não? Posso ajudar vocês?
Criança 01: Acho que sim.
Vendedor: O que vocês estão procurando?
Criança 02: Nós estamos querendo um pai.
Criança 01: E o cartaz diz que aqui tem todo tipo de pai.
Criança 02: É isso mesmo, "a gente" quer um pai para cuidar de nós! Você tem algum aí?
Vendedor: Um, não.Vários. Vocês vieram ao lugar certo. Aqui nós temos todos tipos de pais. Eu vou chamar um por um,
aí vocês escolhem!

Entra o Pai Esportista - vestido com roupa de ginástica, saltitando e fazendo polichinelos.
Vendedor: Fiquem a vontade.....
As crianças espantadas se aproximam para conversar
Criança 01: O senhor quer ser o nosso pai?
Pai esportista (Toma as mãos das crianças e move para cima e para baixo com ritmo e começa a fazer ginástica).:
Venham pra cá e façam como eu. Vocês estão fora de forma.
Criança 01: O senhor ainda não respondeu quer ser o nosso pai?
Pai esportista: Claro! Vocês estão mesmo precisando de ginástica. Vocês treinarão duro para ter um corpo de atleta
como o meu e comerão somente o necessário. Nada de comer doces, salgadinhos, refrigerantes...
Criança 02: Mas fora tudo isso aí que o senhor falou, o que mais o senhor pode nos dar?
Pai esportista: Bem deixe-me pensar... Mais nada! Vocês serão atletas... querem mais?
Pai sai saltitando
Criança 01: Ih, esse pai esportista não daria certo nunca! Imagina só até sermos atletas estaríamos um palito!
Criança 02O jeito é continuar procurando... Não podemos desanimar!


Entra o pai desleixado, mal vestido, barba por fazer, andar desligado, olhando pros lados.
Criança 02: O senhor quer ser nosso pai?
Pai desleixado: Vou pensar... Pode ser! Vai ser manero; mais já vou falar logo vocês podem comer besteiras,
não precisam escovar os dentes, não precisam ir pra escola e muito menos para a igreja.
Criança 01: Esse aí tem um parafuso a menos.
Criança 02: É... Está realmente difícil!
O pai desleixado fica num canto.

Entra Papai Noel, carregando uma sacola pesada, rindo "ho,ho,ho" e badalando um sino.
Criança 01: Este aqui parece ser legal!
Criança 02: E o senhor quer ser o nosso pai?
Pai Noel: Quero sim, nós vamos nos divertir muito. Tenho sempre muitos presentes para vocês, mas eu só apareço
no fim do ano e vocês terão que ficar sozinhos.
As crianças balançam a cabeça e fazem cara de desânimo. Papai Noel pega o pai desleixado pelo braço e os dois saem de cena.

Entra o Pai espião, roupa preta, olhando por cima do ombro para ver se não está sendo seguido
Criança 01: Você quer ser o nosso pai?
Criança 02: Só se o senhor quiser! (olhando em volta para ver o que o pai está procurando).
Pai espião: Vocês que sabem... Minha vida é uma grande aventura, vocês não terão um dia como o outro, terão que estar
sempre fugindo sem descanso. Vocês escolhem.
Criança 01: Acho melhor não... Mas muito obrigado!

Sai o pai espião, e entra o pai desconfiado - braços cruzados e não olha ninguém no olho.
Criança 02: E o senhor quer ser o nosso pai?
Pai desconfiado: Sei não, vocês estão me parecendo encrenca! Acho melhor vocês procurarem outro pai. (e sai de cena)
As crianças sentam no chão de cabeça baixa, desanimadas
Criança 01: Nós não vamos encontrar...

Entra o vendedor
Vendedor: O que foi com vocês? Estão tristes?
Criança 02: É, você acha que está fácil? Mas, não está não!
Vendedor: Ainda não acabou; só tenho mais um. Quem sabe?
O vendedor vai chamar o último pai e as crianças olham ficam olhando.

Entra o pai cristão, roupas normais, com sorriso franco, se abaixa para falar com as crianças e as olha no olho.
Criança 01 Será? E o senhor, quer ser o nosso pai?
Pai Cristão: Claro que sim! Sempre cabe mais um no coração de um pai cristão. O que eu aprendi de Deus, ensinarei a vocês:
que a salvação está em Cristo Jesus e a comunhão com os irmãos! Teremos momentos difíceis e também momentos bons; mas,
seremos felizes.
O pai dá as mãos às crianças e se coloca em postura de oração:
Direi como o rei Salomão:"Dize à sabedoria: tu és a minha irmã e à prudência chama tua parenta". Rogo a Deus que me faça
sábio e prudente para poder dar sólida educação cristã a meus filhos. Amém.

De mãos dadas saem as crianças - sorrindo satisfeitas - com o pai

Verdadeiro Amigo
Odair Jose, Grupo de teatro Emanente, 2005

Tipo: peça em 4 cenas.
Personagens: 6 jovens (mude os nomes abaixo se tiver meninas também).

Essa peça de teatro começa com um grupo de jovens conversando, fumando bebendo, curtindo a vida a vontade.
em uma rua da cidade. Objetivo - mostrar para as pessoas quem é o nosso verdadeiro amigo ,
e que só encontramos a felicidade nos braços de Jesus Cristo.

Cena 1
Marcelo - - isto que e vida, bebe fumar, sair e pegar um monte de gatinha.
Júlio -– Só vou chegar em casa amanhä , vou pro baile zoar a noite toda
Fernando- – conseguiu arrumar dinheiro??
Júlio - - peguei da minha mãe , a velha tem muito dinheiro, estava com a carteira cheia..
Fábio- - a minha coroa queria me prender em casa hoje com um papo melódico, que não conseguia
dormir enquanto eu não chegasse em casa, deixei a veia chorando no canto, é ruim de eu deixar de curtir por causa dela.
Marcos- - isso é papo de mãe cara , não da idéia não, vão logo curtir a noite.

Os jovens saem de cena (colocar uma musica de fundo) retornam dia seguinte

Cena 2
Marcos- - cara que noite doida, aconteceu de tudo
Fabio – Só vi quando chegou uns caras falando, que nós estávamos pegando as minas deles
Marcelo - - na hora que pegaram o Fernando pelo braço eu corri , perna pra quem te quer.
Julio - - deixamos o cara sozinho, os malucos bateram nele
Marcos - - antes ele do que eu.

Os jovens saem de cena entra Fernando cabisbaixo

Cena 3
Fernando- - pensava que eles eram meus amigos, mas vi que não, todos me abandonaram na hora em que precisei deles,
o que é a vida será que podemos confiar nas pessoas . Pior é aquelas minas que ficam com uns e com outros ao mesmo tempo,
a gente sai a noite bebe , fuma um baseado pra ficar doidão, mas e depois quando passa o efeito fica aqui pensando no que
fez, com ressaca, ou pior do jeito que eu estou aqui, deprimido as drogas não tiram a depressão mas sim trazem junto dela.

Entra no palco um jovem com uma bíblia na mão, feliz da vida


Bruno - - oi meu amigo posso te falar um minuto
Fernando -- oque você quer falar comigo?? (com agressividade )
Bruno - - calma meu jovem , é só um minuto – a bíblia fala “ Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes,
e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. (I João 2 : 14)" não sei como você esta vivendo a sua vida ,
mas posso te falar que Jesus chama jovens de valor, ele o verdadeiro amigo, companheiro de todas as horas ,
aquele que nunca te abandona e sempre te da forças pra caminhar nas horas difíceis, ele quer ser seu amigo ele disse
"Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo
quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. (João 15 : 15)" Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
(João 15 : 14) pra vc ter esse amigo ao eu lado basta fazer a sua decisão , e aceitar a Cristo como seu único salvador .
Fernando – por quer vc é crente
Bruno – por que Jesus entregou a sua vida na cruz do calvário por minha vida e pela sua também , eu sou feliz não preciso
de drogas de sair atrás de falsas alegrias, beber, fumar , cheirar , quem conhece a Jesus tem a verdadeira alegria.
Fernando - -- no fundo no fundo eu queria conhecer essa alegria, tem um vazio muito grande dentro de mim , como que eu faço
pra conhecer a Jesus e ele me aceitar ??
Bruno – abra seu coração, pra ele entrar no livro de apocalipse 1.20 fala “eis que estou a porta e bato se vc ouvir
a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com tigo e você comigo” é só você abrir a porta e deixar
ele entrar em seu coração. estou indo pra igreja quer ir comigo ??
Fernando -- vou sim

Saem de cena , e entram os amigos

Cena 4
Júlio- - hoje não vi o Fernando
Fábio - - falando nele olha ele ali , esta com aquele crentinho lá da rua de baixo
Julio—vamos chamar ele para ir com a gente
Marcos – oi Fernando estamos com um esquema massa , a noite promete , tem umas minas novas na área...
Marcelo – hoje você não vai precisar pagar a entrada hoje eu vou pagar e vem logo com gente
Fernando – galera eu tenho algo para falar com vocês , conversei com o Bruno e ele me falou de Jesus, e eu acabei de
conhecer a Jesus lá na igreja, sei que ele esta aqui comigo e quero falar dele para vocês ...
Fabio-- ta doido cara oque vc esta falando
Julio – crente vc . hahaha só essa que me faltava e ainda querendo pregar para nóis
Marcelo-- Eu não quero saber de papo de crente não ..
Fernando—na igreja eu aprendi que devemos renunciar o pecado pra servir ao Senhor
Julio - - e as minas cara, aquele gelo que tomávamos todo final de semana, o baseado da tardezinha , as festas que rola
a noite toda.
Fabio- - vai deixar tudo desse jeito ??
Fernando—nada disso esta me trazendo felicidade , na igreja vi muitos jovens adorando a Deus na maior alegria na maior
ousadia e não tinha usado droga era só o poder do Espírito Santo, a minha mãe esta lá e ficou tam feliz de me ver lá,
feliz de tal forma que eu nunca tinha á visto em toda a minha vida. Isso tudo que você me falou é ilusão pura ilusão.
Fábio—você esta indo na onda desse cara ( falando do Bruno)
Julio- - você prefere ouvir esse ai do que seus amigos
Fernando- - não estou ouvindo a voz do homem , só estou ouvindo a voz de Jesus Cristo
Marcelo – galera vamos embora Fernando é um fraco

Saem uns para um lado e os outros pro outro


Marcos - - Galera temos de arrumar outra pessoa para completar o nosso galera de farra
Júlio—ele que estava pagando o nosso baseado, quando eu não pegava grana da velha .
Marcelo - -que tal o Marcio ele é um cara novo e tem dinheiro

Na saída encontram com Márcio


Júlio— Márcio estávamos te procurando

E saem conversando baixinho....


Jogral para ser apresentado pelas crianças no Dia do Professor

A GRANDE LIÇÃO DA VIDA
WILSON R. VICENTE

1º Voz — Olhem!. Aí vem a mestra, e está com um livro diferente nas mãos. Ele tem jeito de ser especial...

2º. Voz — O que será que ela vai nos mostrar?

3º. Voz — Como a mestra tem o rosto sério e compenetrado...

4º Voz — O que será que vamos aprender?

5º Voz — Como sempre, ela está interessada em nos ensinar alguma coisa.

6º Voz — Mas o que haverá de tão importante nesse livro com jeito de especial?

Coro — Viva a mestra que nos vem ensinar!

Dona Claudete — Estão todos interessados em saber o que contém este livro? Ainda não direi. Vou esperar um pouco mais para lhes revelar. Quero ver a criatividade de vocês funcionando.

1º Voz — Eu acho que são lições de português.

2º Voz — A minha curiosidade se volta mais para os números.

3º Voz — Quero que sejam aulas de geografia.

4º Voz — Prefiro história ou geometria.

5º Voz —Talvez lições de ciências naturais...

6º Voz — Pode ser matemática, religião, música. Mas o importante é só saber o que ele traz, se nosso objetivo é aprender?

Coro—É verdade. Nós queremos mesmo é aprender o que a mestra tem a nos ensinar.

Dona Claudete — O que trago neste livro especial é de interesse de todos. E vocês vão gostar muito de aprender o que lhes vou ensinar.

1º. Voz — Será alguma coisa superficial, que nós já conhecemos?

2º. Voz — Não creio, pois tem jeito mesmo de ser importante e novo.

3º. Voz — Histórias sobre gente humilde, simples, são sempre de interesse geral.

Dona Claudete — É. Estou vendo que uma lição nova causa sempre sensação e alvoroço nos alunos. Desperta-lhes interesse fora do comum.

Coro — Viva a mestra que nos vem ensinar.

4º Voz — Será que ela vai falar sobre pesquisas marítimas?

5º. Voz — Explorações em outros planetas?

6º Voz — Ou biologia? O estudo sobre os princípios da vida seria legal!

1º Voz — Ecologia é que seria o ideal. Imagine se aprendêssemos uma forma de defender a natureza, pelo menos no espaço onde vivemos! Como seria bom!

Dona Claudete — Vocês estão quase adivinhando a lição que este livro traz.

O segundo grupo é formado pêlos contra-vozes.

1º Contra-voz — Vamos logo, querida mestra. Fale depressa. Não aguentamos mais esse mistério.

2º Contra-voz — Pois para mim seria melhor uma tarefa livre de jogos em grupo.

3º Contra-voz —Ou preencher o tempo com mais recreio.

4º Contra-voz — Eu acho que não há mais nada para a mestra nos ensinar. Já sabemos tudo.

Coro — Viva a mestra que nos veio ensinar.

Dona Claudete — Atenção, queridas crianças. O que lhes trago é um livro especial, que fala de amor. (A mestra abre o livro onde a palavra amor está escrita em letras grandes em uma das páginas). l! Voz — Amor?

2º Voz — Ao próximo?

3º Voz — Aos colegas?

lº Contra-voz — Mas então não é um livro especial. Amar a todos, nós já sabemos.

2º Contra-voz — Pensei que fosse uma novidade...

3º Contra-voz — Uma lição diferente.

4º Contra-voz — Gostaria mais se fosse uma lição de ficção científica.

1º Contra-voz — E eu se fossem histórias da humanidade.

Dona Claudete—Mas todas as histórias da humanidade falam de amor. Essa é a mais importante lição de vida que podemos aprender. Todos nós precisamos ler, saber e, o mais importante, viver esse amor no nosso dia-a-dia. Em casa, na escola, nas brincadeiras com os coleguinhas...

Coro —Viva a mestra que sabe sempre nos ensinar.

2º Contra-voz — O que a mestra nos trouxe de novo?

Dona Claudete — Não é preciso que seja novo. O importante é que seja verdadeiro, como o meu trabalho em lhes ensinar. Vejo a minha dedicação recompensada ao perceber em cada um de vocês o crescimento interior.

4º Voz — Realmente, o amor é a mais bela,lição que podemos aprender.

5º Voz—Lendo, observando e vivendo aprenderemos as lições do coração, do amor.

6º Voz — E viveremos a fraternidade, a humildade e a bondade.

3º Contra-voz — Principalmente a bondade, tão rara de encontrar no mundo de hoje.

Dona Claudete—Por isso nós, mestres, estamos aqui para ensinar, a fim de renovar as esperanças de todos, ensinando a lição do amor ao próximo.

4º Contra-voz — Está difícil ser solidário e fraterno...

Dona Claudete — Só para aqueles que não sabem interpretar o amor. Nós, mestres, temos a responsabilidade de lhes ensinar a compreender cada lição que está neste livro especial.

1º Contra-voz — E qual o nome desse livro?

Coro—É o livro da vida, no qual todos devemos aprender.

1º Voz — Querida mestra, queridos mestres. Nós agora queremos agradecer as lições de amor que nos transmitiram ao longo deste ano e da vida.

2º Voz — Nesse dia muito especial, agradecemos seus gestos de compreensão, dedicação e carinho.

3º Voz — Um olhar amigo ou de repreensão.

4º Voz — A esperança de encontrar soluções para os problemas e as dificuldades.

5º Voz — Hoje não daremos notas, nem faremos avaliações.

6º Voz — Queremos apenas, com simplicidade, prestar uma homenagem carinhosa a todos os nossos mestres.

Dona Claudete — Reconheço, no gesto de vocês, o resultado de um trabalho. Por isso, acho que cada vez mais nós, mestres, devemos estar atentos também para os bons exemplos que damos. Precisamos ter fé e perseverança, acreditando que as sementes do saber, lançadas nos corações, darão frutos, cada uma a seu tempo.

Coro —Viva a mestra! Vivam os mestres! l! Voz — Eles são aqueles que sempre têm uma palavra de alento e carinho.

2º Contra-voz — Corrigindo naquilo que erramos.

2º Voz — Entendem as crianças e os jovens de hoje.

3°. Contra-voz — Sabem falar sem magoar nem ferir.

3º Voz—Ensinam a vencer o mal, praticando o bem.

4º Contra-voz—A definir horários para o saber e o lazer.

Coro —Vivamos mestres que, à custa de sacrifícios, transmitem as lições da vida que devemos praticar no dia-a-dia.

Dona Claudete—É importante agradecer o dom divino de uma profissão que não se esgota no ler. Saber é viver cada minuto com intensidade. Só com muito amor no coração teremos condições de formar e informar cada cidadão deste imenso País, carente de saber, de perseverança, de solidariedade. Muito obrigada por tudo, meus queridos amiguinhos.

Todos—Viva o Dia do Professor. Viva o professor. Viva o mestre do ler, do saber, do viver.



Teatrinho para o Dia das Crianças
AS PRIMEIRAS NUVENS
WILSON R. VICENTE
MATERIAL NECESSÁRIO:
Roupas típicas de alguns países mais conhecidos para as crianças vestirem; roupas de camponeses; vários cartazes sobre os direitos das crianças; roupas imitando cogumelos; discos com músicas folclóricas e jogo de luz.
CENÁRIO ÚNICO
Sentada em um tronco de madeira, Ana Luíza conversa com seus amiguinhos Cogumelos l e 2. Ela veste um traje típico de camponesa em tons azul e branco.
Cogumelo l: Bom dia, linda menina.
Cogumelo 2: Veja como este dia está bonito!
Ana Luíza: Bom dia, meus amiguinhos da floresta.
Cogumelo 1: Você sabe, linda menina, que hoje estamos aqui muito mais contentes porque é...
Ana Luíza: ... o Dia da Criança!
Cogumelo 2: Que menina mais inteligente.
Ana Luíza: É por causa deste dia que estou usando um vestido novo. E espero que meus amigos também possam ter uma roupa nova.
Cogumelo 1: Você acredita que todos possam ter uma roupa nova?
Cogumelo 2: Espere um pouco, companheiro (interrompendo). Hoje só vamos falar de coisas boas e fazer companhia a esta linda menina.
Ana Luíza: Não, meus amiguinhos. Hoje vamos falar de tudo que se relacione com as crianças de todo o mundo.
Cogumelo 1: E será que todas as crianças no mundo sabem que hoje é o dia delas?

Ana Luíza: Eu, sinceramente, gostaria que elas pudessem ter nascido num lar tão bonito como o meu. Esta seria minha maior felicidade.
Cogumelo 1: E sobre a pergunta que eu fiz? Eu não conheço bem o mundo dos humanos...
Ana Luíza: Eu também não conheço. Sei algumas coisas pelo que ouço dos adultos; outras eu vejo.
Cogumelo 2: Isso acontece com a gente na floresta. Mas você, que vive nos campos, também conhece a cidade.
Ana Luíza: A cidade é o progresso. Ela é muito bonita com seus prédios maravilhosos, seus carros e muita coisa que não sei descrever.
Cogumelo 1: Eu gostaria de viver na cidade e conhecer tudo isso.
Entram Maurice, Ivete e Mari, amigos de Ana Luíza, vestidos também de camponeses.
Ivete: Mas vocês vivem nesta floresta tão bonita e querem ir para a cidade?
Cogumelo 2: Eu prefiro a floresta, o ar puro. Dizem que na cidade não se consegue respirar direito.
Cogumelo 1: Meu irmão prefere as coisas velhas, tradicionais.
Cogumelo 2: Nem sempre o velho é pior. Veja o que temos de bom aqui.
Mari: Você tem razão (falando para o Cogumelo 2). As pessoas, durante muito tempo, procuraram o progresso, as facilidades, e hoje estão se voltando mais para a natureza...
Maurice: E somos nós, os pequenos, que devemos preservar as florestas, os rios, a vida natural, para poder ter um futuro tranqüilo.
Ivete: Viemos para fazer uma grande festa pelo Dia da Criança.

Mari: O Maurice, que sabe desenhar muito bem, fez vários personagens em cartazes sobre o dia de hoje nas várias regiões do mundo.
Cogumelo 1: Então, tragam os cartazes para colocarmos neste espaço. (Mostra o espaço livre do palco.)
Cogumelo 2: Assim eu também vou conhecer as regiões do mundo e saber como são as pessoas.
Ana Luíza, Ivete, Mari e Maurice vão buscar os cartazes. (Podem ser de diversas maneiras, mas em tamanho grande, para que a platéia possa identificar a vida das crianças nas várias partes do mundo. O desenho deve mostrar coisas boas e ruins, inspirado nos direitos das crianças.)
Cogumelo 1: Você sabe desenhar muito bem, Maurice. Você tem um grande dom e deve cultivá-lo.
Cogumelo 2: Toda criança tem um dom e os adultos devem ajudá-la a desenvolvê-lo.
Ana Luíza: Olhando esses cartazes, eu pensei que pelo menos hoje seria muito bom que todas as cenas fossem bonitas...
Ivete: Esse é o desejo de todos nós, não é mesmo?
Mari: Claro que é. Mas acredito que somente se o mundo fosse dirigido pelas crianças isso seria possível.
Maurice: Eu procurei retratar o que acontece com as crianças de todo o mundo. Também gostaria de registrar e desenhar somente coisas boas. Mas o mundo é dirigido pêlos adultos e eles não pensam como nós.
Cogumelo 2: Eles podem até pensar, mas não fazem, não executam. Estão sempre preocupados com o progresso, que é importante, mas que deveria estar voltado para benefício da humanidade.

Ivete: Nós trouxemos um presente para vocês (falando para os cogumelos), e para você, Ana Luíza, que é nossa amiga e sabe tão bem amar as coisas da natureza.
Ana Luíza: Mas eu só faço aquilo que meus pais me ensinaram, e eu passei a acreditar que é o melhor para as crianças e para os adultos também.
Maurice: Você nos fez conhecer muita coisa bonita, como estes cogumelos, obra do Criador e da natureza.
Cogumelo l: Muito obriga do por suas palavras.
Mari: Ana Luíza, qual o seu maior desejo?
Ana Luíza: Além da felicidade das crianças em todas as partes do mundo, eu gostaria que as nuvens fossem azuis, embora eu goste também das brancas, num dia como hoje...
Maurice: Mas quando vai chover e ficam negras, você fica com medo...
Ivete: Nós também ficamos, pois desabam temporais.
Cogumelo 2: É por isso que nós temos estes chapéus (apontando para a cabeça) que nos protegem. Mas as chuvas são necessárias...
Mari: Antes da surpresa, temos um presente para todas as crianças...
Maurice: Todas as crianças devem ser respeitadas pêlos adultos, têm direito a um lar, têm direito a estudo, têm direito a uma casa para morar e não viver pelas ruas, abandonadas.
Cogumelo 1: Parece que o reino da Terra ainda será dos homens egoístas, que criam bombas para destruí-lo e acabar com tudo que temos de natural e bonito.
Ana Luíza: E as surpresas, meus amiguinhos?
Com efeitos musicais e de iluminação, um grupo entra vestido igual aos personagens, para várias apresentações de danças folclóricas com temas de camponeses ligados à natureza, à floresta, ao meio ambiente. Poderão ser recitados poemas sobre as crianças, devidamente ilustrados por outros camponeses do grupo encenador. Com roupas típicas de alguns países, outro grupo mostra as situações das crianças de acordo com as cenas dos cartazes preparados pelo personagem Maurice.


Depois das apresentações:
Ana Luíza: Que beleza! Vocês é que merecem ser homenageados por terem esta ideia. Espero que as coisas melhorem de verdade para todas as crianças do mundo.
Ivete: Acredito que, se as crianças também começarem a cobrar dos adultos os seus direitos, algo deve mudar no futuro.

Efeitos de iluminação.
Ana Luíza: Mas o que está acontecendo?
Ivete: Olhe para o céu.
Ana Luíza: O sol está muito forte...
Mari: Olhe o que está acontecendo!
Ana Luíza: (olhando para o alto, assim como todos os outros) Mas são as minhas nuvens azuis. Sempre as desejei, para não ficar com medo quando chove.
Cogumelo l: De vo dizer que também estou contente, pois sempre temia as nuvens negras antes dos temporais. Eu nunca tive coragem de dizer isso para ninguém.
Ivete: Aprenda a ser sincero e você viverá muito melhor. Será mais autêntico e terá muitos amigos.
Cogumelo 2: (falando para o irmão) Quero ver como você se sairá quando for para a cidade grande, pois lá há tanto barulho...
Ana Luíza: Nem sei como agradecer. Foi você quem pintou as nuvens? (Pergunta para Maurice.)
Maurice: Não. Eu tenho talento, mas não para tanto. Este é o milagre da fantasia das crianças e da própria natureza.
Mari: Então, com todas as crianças vamos brindar e comemorar as primeiras nuvens azuis no céu iluminado.
Ana Luíza: Que todas as florestas do mundo sejam preservadas, e todas as crianças sejam tratadas com muito carinho e que seu mundo particular e pequeno seja entendido pêlos adultos que as criam e as educam para o amanhã.
Confraternização final de todos os personagens, podendo ser completada por um número musical.

Teatrinho para o Dia das Mães
WILSON R. VICENTE

UM SORRISO EM CADA CORAÇÃO


MATERIAL NECESSÁRIO:

Cinco fantasias imitando as flores que as crianças representarão; um carrinho de mão, de madeira.
Vitório, o personagem que conduz a ação, veste-se bem. !Sua camisa branca de mangas compridas mostra a sua elegância. O cenário principal é um grande livro (mais de 2 metros de altura) de onde saem as cinco personagens-flores.



Vitório: Hoje é um belo domingo. O melhor domingo para, mim, e para todos os filhos que podem homenagear a sua mãe. Este livro que vocês estão vendo é para homenagear as mães e algumas surpresas ele vai revelar.
Vitório, com cuidado, abre o livro, demonstrando uma certa surpresa e despertando curiosidade na plateia. Fundo musical. Ao abrir o livro totalmente, saem as personagens-flores devidamente caracterizadas.
Vitório: Que surpresa! De onde vêm essas belíssimas flores?
Silvana: Você deveria perguntar para o que viemos!
Vitório: Se este é o livro que homenageia as mães, vocês só podem ter vindo prestar uma homenagem.
Silvana: Que pena! Pensei que ninguém soubesse.
Valéria: (interrompendo) Podemos nos apresentar?
Vitório: Fazer um show ? Um grande espetáculo?
Margarete: Também! Valéria: Os nossos nomes.
Vitório: Claro! Eu sou Vitório e dono deste livro. Comprei-o numa grande livraria e quero dedicá-lo à minha mãe.
Valéria: Eu sou uma violeta com o nome de Valéria.
Silvana: Sou a rosa Silvana, e tenho muitas cores, das mais variadas tonalidades. Por motivo histórico, estou intimamente ligada a esta data.
Elaine: Sou a camélia Elaine. Meu perfume é o preferido por muitas mães, e minhas pétalas são alvas e sou muito rara.
Margarete: Sou a margarida Margarete. Sempre nos mesmos tons, posso aparentar um sol ao centro com seus raios luminosos em várias direções.
Flávia: E eu sou a hortênsia Flávia.
Vitório: Uma maravilha ter vocês nesta festa grandiosa.
Valéria: Você me parece gostar de grandes eventos, grandes shows.
Vitório: Sem dúvida. Uma pessoa bem-nascida como eu, privilegiada pela mãe que possui, só pode sonhar e desejar grandes coisas.
Elaine: Concordo com suas opiniões, mas devemos nos preocupar com coisas essenciais e deixar as secundárias em seus devidos lugares.
Vitório: Mas tudo é essencial. Tudo é belo.

Flávia: Tudo é belo porque você é privilegiado. Tudo é sempre belo quando estamos bem, mas não pode mos deixar de ver o que não é belo e quem, principalmente, não está bem.
Vitório: Hoje, um dia tão especial, não é para isso. Talvez um dia eu venha a pensar...

Valéria: (interrompendo) Pensar hoje é melhor. Hoje é que temos a oportunidade de refletir.

Vitório: Hoje é um dia tão belo e vocês querem estragá-lo.
Margarete: Estragá-lo? Como pode dizer isso? Estamos aqui para homenagens e também, como disse a camélia Elaine, para tratar de coisas muito importantes, nada de futilidades.
Silvana: Não fique preocupado, viemos apenas para alegrar este dia, mas com responsabilidade.
Vitório: Sei que estão bonitas, dão um colorido à festa, mas o que têm de íntimo com os filhos que querem cumprimentar suas mães?
Flávia: O mais importante você não viu, mas sempre é tempo!
Valéria: Somos filhas de uma mãe especial: a mãe natureza! O dom maior de Deus. Somos sementes que não se perderam. Somos hoje a esperança do ontem.
Margarete: A grande mãe natureza está abençoando todas as mães que nela convivem, de uma maneira muito própria, que repele o individualismo e o egoísmo.
Vitório: Estou compreendendo. Estou aprendendo com vocês. E eu que sempre acho que sei tudo e estou sempre na frente dos outros...
Flávia: Preparamos um bale de flores para colorir esta festa de carinho e expressão de vozes sinceras que desejam que todos os dias sejam, de verdade, de todas as mães.
Apresentação de um número de balé que poderá ser executado pêlos que interpretam as personagens ou por um outro grupo caracterizado, composto por mais pessoas. Depois do número, está no palco o personagem Tico, um catador de sucatas, mal vestido, puxando um carrinho de porte médio, feito de madeira.
Vitório: O que faz aqui este garoto? Ele saiu do livro, também?
Margarete: Espere. Não seja apressado.
Silvana: Aproxime-se, garoto. Venha para cá.
Vitório: Acho melhor ele ir embora. Depois...
Elaine: Agora. Por que tudo precisa ficar para depois?
Vitório: Estava tudo tão bonito... Valéria: Pode ficar melhor ainda.
Tico aproxima-se dos demais, deixando seu carrinho de lado.
Tico: Eu sou Tico, um catador de sucatas.
Vitório: E você trabalha em pleno domingo?
Tico: Domingo é o melhor dia para o meu trabalho.
Elaine: E você sabe que hoje é um domingo especial?
Tico: Especial? Para quem? Por quê?
Todos os dias são iguais.
Valéria: É que hoje é o Dia das Mães.
Tico: De quem tem. Eu vi nos cartazes da cidade e nos aparelhos de tevê das lojas grandes. Mas eu não tenho. Tive. Lembro-me pouco dela.
Margarete: A partir de hoje, então, você tem a todas nós, que somos filhas da natureza, e também o Vitório, ele pode ser seu amigo.
Tico: Obrigado. Mas agora que vocês falaram em mãe, eu bem que gostaria de ter uma, de ter a minha pelo menos um dia no ano.
Vitório: Você se lembra dela?
Enquanto Tico fala, aparece no alto uma mãe envolta em véus brancos, sorrindo, feliz, na frente de uma estrela. Fundo musical. E as personagens-flores ficam espalhadas pelo palco. Vitório senta-se no chão de costas para a platéia, observando a cena.
Tico: Eu me lembro pouco. Ela se foi quando eu era bem pequeno. Mas hoje ela é para mim uma estrela que brilha no céu todas as noites. Seu sorriso é constante. Se ela está no céu, está perto de Deus, feliz e me protegendo, porque estou vivo.
Elaine: Eu vejo as mulheres que passam em grupos em direção à missa. Estão velhinhas, mas têm um lar e muita fé. Têm seus filhos e netos.
Margarete: Eu vejo as mães que foram para os asilos. E hoje esperam por seus filhos.
Flávia: Eu vejo as mães que trabalham fora de casa e estão realizadas em suas tarefas: advogam, secretariam, exercem o professorado, dividem suas tarefas com os esposos e amam sempre mais seus filhos.
Valéria: Eu vejo todas as mães do mundo, em todas as regiões, e aquelas que, numa guerra interminável, perdem os filhos nos combates.
Silvana: Eu vejo as mães que querem tudo o que há de melhor para seus filhos e para a humanidade. As mulheres de ferro e de alma, de amor e fraternidade, que possuem um sorriso no coração.
Tico: Com certeza, uma estrela vai brilhar mais forte neste domingo.
Vitório: A estrela onde está sua mãe? (Pergunta para Tico.).
Tico: Não. Estou pensando na estrela que deve ser a sua mãe. Porque você tem o privilégio de poder tocá-la, abraçá-la, dizer tudo o que você deseja. Não precisa imaginar o seu sorriso. Você pode até mesmo tocar o sorriso dela.
Vitório: (caminhando em direção a Tico) Tico, obrigado por você ter vindo, eu gostaria que você fosse meu irmão e tivéssemos a mesma mãe.
Tico: Eu estava passando e não faço parte desta festa. Eu vi este livro tão grande e pensei que ninguém fosse querê-lo, porque muitas pessoas compram papel por quilo e isso dá um bom dinheiro.
Vitório: Fique com a gente, Tico.
Tico: Preciso ir. A minha história você já sabe. Viva a sua com sua mãe e aproveite bastante. Viva a sua história com um sorriso no coração, mas não se esqueça de que existem muitas histórias na vida, às vezes, bastante tristes.
Elaine: Você não está triste? (Pergunta para Tico.).
Tico: Não. Estou como as flores que têm uma função no mundo, e que hoje estão embelezando o Dia das Mães. A minha estrela no céu estará florida também. Adeus para todos vocês.
Tico se despede de todos e deixa o palco.
Vitório: Aprendi muito hoje e sei o verdadeiro valor de ter uma mãe. Mais ainda do que eu sabia. Estou me sentindo mais humano e quero, num grande abraço, transmitir isso à minha mãe.
Elaine: E assim que se faz. E faça sempre no momento presente, não deixando para amanhã.
Margarete: Até um dia, Vitório. Flávia: Até breve.
Valéria: Um grande beijo em sua mãe.
Vitório: Mas vocês não querem ficar para a festa?
Silvana: Temos de ir, porque hoje estaremos ornamentando uma estrela muito especial. Uma estrela que é um sonho.
Vitório: (as flores entram no livro) Esperem, vou com vocês!
As luzes se apagam e um foco ilumina em seguida a estrela onde está a mãe de Tico, rodeada pelas personagens-flores, por Vitório e Tico, que acenam para a platéia, cantando uma música com o tema do dia.

Teatrinho para o Dia das Mães

MAMÃE ME ESCOLHEU


Personagens: Lilica moça (que contei a história); Lilica menina; Marcelo (irmão de Lilica); Raul (pai de Lili-ca);Ruth(mãedeLilica);doutor Alaor (o médico da família), e algumas crianças.

Cenografia: Cenário l - Casa de Lilica: sala com cadeiras, mesa, e faixa com os dizeres: "Feliz Dia das Mães".

Cenário 2 - Consultório do doutor Alaor: mesmos móveis, com arrumação diferente. Uma boneca enrolada como bebé.
Obs.: os próprios personagens transformam o cenário da sala em consultório.

Sonoplastia: Início: música do Dia das Mães; quando o médico entrega o bebé para os pais: música de bebé; quando Lilica se diz apaixonada: música com o tema de amor e, no final, música do Dia das Mães novamente.
Quando o cenário é aberto, Lilica moça já está sentada no canto do palco. Lilica menina, Marcelo e o pai enfeitam a sala com a faixa para homenagear Ruth. Os três conversam.

Lilica: Papai, mamãe vai ter uma surpresa quando entrar na sala!

Raul: Vai ficar feliz, porque ela adora surpresas.

Marcelo: A gente podia se esconder e estourar algumas bexigas, quando ela entrasse.

(Lilica não gosta da ideia. Os três abaixam o tom de voz e a atenção do público volta-se para Lilica moça, vestida a rigor. Os outros três saem de cena.)

Lilica moça (pensativa): Parece que foi ontem o meu tempo de infância. Foi tudo tão belo e gostoso! Minha mãe era bonita e inteligente. Para mim, ela sempre sabia tudo!

Ruth (entra na sala e Lilica moça silencia): Meu Deus do céu! Onde será que está o Marcelo?

Marcelo (entra com a bolana mão): To aqui, mãe! Sabe que hoje marquei quatro "gois"? A turma já me escolheu para o campeonato do bairro!

Ruth: Que ótimo, filho! Parabéns!

Lilica (aproximando-se da mãe): Mamãe, você fica muito bonita com essa roupa, sabia?

Ruth (senta-se e pega Lilica no colo): E você é uma menininha muito linda!
Lilica: Sabia que em dia de chuva é gostoso ouvir histórias?

Ruth: Mas hoje não está chovendo, Lilica.

Lilica: Então vou brincar no quintal.

(Lilica beija a mãe e sai correndo. Ruth sai do palco e Lilica moça volta a contar a história.)

Lilica moça: Eu sempre queria que chovesse à tarde, para que minha mãe contasse histórias. Uma tarde, finalmente, o céu se fechou, ficou tudo eScurinho e minha mãe chamou eu e meu irmão na sala e contou uma história.

Ruth (entra chamando): Marcelo, Lilica, venham para dentro porque está chovendo. Preparei uma história muito importante para hoje!

(Marcelo e Lilica entram correndo.)

Marcelo: Mãe, você vai contar histórias?

Lilica: Você prometeu que contaria, quando chovesse!

Ruth: Calma, gente! Eu vou contar, sim. Sentem-se aqui perto de mim.

(Marcelo e Lilica sentam-se ao lado da mãe.)

Ruth (conta a história da adoção de Lilica): Era uma vez um casal que tinha um filho lindo. Porém, os dois queriam também ter uma menina. Tentaram muito, mas não conseguiram. Resolveram, então, procurar um amigo médico, que poderia ajudá-los.

(Enquanto conta a história, a mãe e as crianças levantam-se e arrumam o cenário, colocando a mesa e as cadeiras de forma a parecer um consultório médico. Feito isso, saem do palco e entra o doutor Alaor, vestido a rigor, com um bebé no colo.)

Dr. Alaor: Tomara que o Raul e a Ruth não demorem. Esta menininha vai ser tão feliz com eles!

(Entram Ruth e Raul. Ruth pega logo o bebé no colo.)

Ruth: Que coisinha mais linda, Raul! Ela vai ser muito feliz conosco, Alaor.

(O casal sai, levando o bebé. O médico arruma o cenário como era antes e sai. Entram Ruth, Marcelo e Lilica, sentando-se à mesa.)

Marcelo: Mamãe, então quer dizer que o casal adotou a menininha?

Ruth: Foi isso mesmo. Eles, entre muitos bebés, escolheram aquela ga-rotinha para ser filha deles.

Lilica: Quando o filho vem da gente, ele não pode ser escolhido, mas quando é adotado pode, né, mamãe?
Ruth: Então, Lilica, o casal escolheu a menina porque a amou, assim que a viu.

Marcelo: Qual era o nome da menininha, mãe?

Ruth (abraçando os dois): Por coincidência, ela também se chamava Lilica.

(Os três saem de cena e Lilica moça volta a contar sua história.)

Lilica moça: Foi nesse dia, depois da história, que eu tive a certeza de que era adotada. Porém, minha mãe e meu pai disseram tantas vezes que me amavam, que isso nunca fez diferença.

(Começa a tocar uma música de amor e entram Ruth e Lilica vestida de mocinha.)

Lilica: Mamãe, estou apaixonada!

Ruth (abraçando a filha): Que coisa linda, minha filha. É quem é ele?

(Lilica e Ruth sentam-se à mesa e ficam conversando outra vez.)

Lilica: E um rapaz que conheci no baile, ontem. Ele está servindo o exército e tem 18 anos.

Ruth: E vocês vão sair juntos, hoje?

(As duas levantam-se e saem do palco abraçadas.)

Lilica moça (recomeça a contar): Quantas vezes sentei-me à mesa para conversar com minha mãe sobre
os meus namorados! Ela sempre teve tanto interesse e uma palavra doce para me dar cada vez que eu tinha
uma dúvida..

(Lilica moça pára de falar, quando entram Raul, Marcelo e Lilica criança para continuarem a arrumação da sala.)

Lilica: Papai, vamos acabar logo de colocar esta faixa, antes que a mamãe chegue.

(Os três colocam a faixa e depois vão chamar Ruth. Quando ela entra, de olhos fechados, começa a tocar novamente a música do Dia das Mães e entram outras crianças para cantarem junto.)

Marcelo: Parabéns, mamãe! Lilica: Parabéns, mamãe!

(Os dois seguram a mãe e dão-lhe muitos beijos. Enquanto todos se divertem cantando, a música abaixa e Lilica moça volta a falar.)

Lilica moça: Mãe é aquela que nos ama, que está do nosso lado quando precisamos, para ouvir nossas queixas e se alegrar com nossas vitórias. Que nos aceita como somos e diz que nos ama com os lábios, com os olhos e com o coração. Eu fui uma criança adotada e me orgulho disso, pois fui escolhida entre tantas e muito mais querida que muitas.
(A música aumenta, todos cantam, e Lilica moça sai de cena.)

Todos: Feliz Dia das Mães!


Texto base
(Pode servir de reflexão após a encenação)

JESUS É O DEUS DA VIDA

A coisa mais importante,
que Jesus veio fazer,
foi dar a vida às pessoas.
Como é gostoso viver!

É verdade comprovada:
muita gente, comovida,
viu Jesus falar aos mortos,
e eles voltarem a vida.

Havia uma garotinha de 12 anos de idade,
que ficou doente e morreu,
em uma certa cidade.

Jesus chegou perto dela,
que estava morta e sozinha,
tomou sua mão e disse:
“Vamos, levante-se ovelhinha.”

A menina abriu os olhos
e viu Jesus a seu lado.
Estava viva, que bom!
E o povo, maravilhado!

Outra vez aconteceu,
na cidade de Naim,
uma coisa semelhante
que o Evangelho conta assim:

O filho de uma viúva
não tinha nenhum irmão.
Mas morreu, aquele moço,
e já estava no caixão.

A mãe cheia de tristeza,
só chorava, pobrezinha!
Perdera o único filho.
Que fazer assim sozinha?

Jesus teve pena dela,
e ordenou como voz forte:
“Rapaz, levante, eu lhe digo”.
E o moço venceu a morte.

Houve também um senhor
que, já morto, reviveu
pela força de Jesus.
Foi Lázaro, um amigo seu.

Quatro dias se passaram
desde que fora enterrado.
Jesus foi ao cemitério,
e chorou emocionado.

Sem que ninguém esperasse
tal coisa naquela hora,
ele chamou seu amigo:
Lázaro, vem para fora”.

De dentro da sepultura,
o homem, vivo e feliz,
saiu andando, sozinho,
porque Jesus assim quis.

Foi assim que todo o povo
compreendeu, de sul a norte,
que Ele é o Deus da vida,
e pode vencer a morte.

Passagens Bíblicas:

Lc 7, 11-17 Lc 8, 49-56 Jô 11, 38-44




Teatro para a Páscoa

PÁSCOA DE TODOS NÓS

Quando Jesus morreu e viveu outra vez, foi a Páscoa dele. É por isso que todos os anos festejamos a Páscoa. Jesus dá a vida por todos nós. Nós também temos a nossa Páscoa, porque todos nós temos vida.


Personagens: Jesus, a garotinha, o moço de Naim, a mãe do moço, o amigo Lázaro, o contador de história, quatro carregadores e quatro empurradores de pedra.

Material: um pano para deitar no chão, outro pra cobria a cabeça da viúva de Naim, uma faixa para o rosto de Lázaro, papel, lápis colorido para todos.

Preparação: desenhar no chão um quadrado com divisões de quarto, sala e cozinha. É a casa da garotinha. Deixar o espaço para as portas. Desenhar também um círculo com porta. É o sepulcro de Lázaro.


CENA 01

Contador: Na terra de Jesus havia uma casa onde morava uma garotinha.

(Todos ficam em pé, de mãos dadas, sobre as linhas da casa, formando as paredes)

Contador: A garotinha morreu, e todos choraram.

(A menina deita-se no chão, sobre o pano, no quarto da casa. Todos choram, sem sair dos seus lugares)

Contador: Jesus entrou na casa e viu a garotinha morta.

(Jesus entra na casa e pões a mão no pulso da garotinha, para ver se está morta mesmo)

Contador: Jesus disse a ela:

(Todos param de chorar, e Jesus fala)

Jesus: Ovelhinha, levante-se.

(A menina abre os olhos e sorri. Jesus lhe dá as mãos e ela vai levantando, lentamente)

Todos: Ovelhinha, levante-se, ovelhinha, levante-se...

(Todos ficam de cócoras e, enquanto a menina vai levantando, todos vão levantando também, erguendo os braços e dizendo: ovelhinha, levante-se, começando baixinho, depois mais forte, mais forte, até falar bem alto.)



CENA 02

(Os quatro carregadores seguram o moço morto. A mãe vai ao lado, de cabeça coberta. Os outros vão atrás, chorando.)

Contador: Jesus chegou a cidade de Naim e encontrou um enterro.

(O enterro anda pela sala, ao encontro de Jesus que vem do outro lado.)

Contador: O morto era moço, filho único de uma viúva. Jesus ficou com pena daquela mãe.

(Encontram-se todos. Todos param. Só a viúva chora, e Jesus a consola.)

Contador: Jesus disse ao moço:

(Jesus levanta a mão e fala)

Jesus: Moço, eu te digo, levanta-te!

(O moço abre os olhos, e os carregadores o põem no chão. Ele abraça a sua mãe e saem juntos. Todos batem palmas)


CENA 03

(Todos, em pé sobre o desenho, formam a parede do sepulcro. Lázaro, de olhos vendados, deita-se dentro. Um grupinho fica na porta, é a pedra.)

Contador: Jesus foi ao cemitério, porque seu amigo Lázaro estava enterrado. Jesus ficou triste e chorou.

(Jesus chora)

Contador: Depois mandou os empurradores retirarem da porta do sepulcro.

(Os empurradores empurram o grupinho da porta. Estes fazem força para não sair, pois a pedra é pesada. Depois de muito esforço, os empurradores conseguem remover a pedra.)

Contador: Então Jesus chamou seu amigo.

Jesus: Lázaro, vem para fora!

(Lázaro levanta-se e fica escutando. O grupo repete o chamado)

Meninos: Lázaro!

Meninas: Vem para fora!

(Repetindo sempre, cada vez mais forte, até ele sair do sepulcro)

Contador: Então ele se levantou e saiu, porque estava vivo outra vez

(Jesus tira o pano dos olhos de Lázaro, e todos batem palmas.)


CENA 04

(Todos de cócoras ,em círculo, de olhos fechados. Uma criança se levanta, toma a mão do colega da direita e ajuda-o a levantar-se, enquanto diz:)

Criança: (diz o nome do colega), levanta-se, ovelhinha!

(Quem levantou, repete o gesto com o próximo colega, e assim por diante até chegar ao fim do círculo.)

Orientador: Esta foi a nossa Páscoa. E a Páscoa que celebramos, de quem é?

(Todos respondem livremente.)


(O orientador convida todos a escreverem ou desenharem algo sobre a Páscoa. Os trabalhos, depois, podem formar um mural.)


TEATRINHO PARA O DIA DOS PAIS
“A CASA DE MEU PAI”

Personagens: Luís, menino pobre; Zelina, irmã mais velha de Luís; Sílvia, menina do sítio; Mário, pai de Sílvia; Pim-pim, periquito de Luís (realejo); crianças para a figuração.

Figurinos: Todos com roupas comuns de crianças. Apenas Luís e a irmã usam roupas bem velhas.

Cenografia:
Cenário l - Uma praça, um banco de jardim e um fundo pintado com árvores.

Cenário 2 - Sítio de Sílvia: aproveitar o cenário anterior, apenas tirando o banco.

Cenário 3 - Porta da casa do Pai, com a placa "BEM-VINDO, MEU FILHO".

Sonoplastia: Música do realejo e outras, à escolha.


ATO UM - CENÁRIO l
(A praça está cheia de crianças que olham o periquito de Luís, dentro da gaiola. Luís, com a manivela, faz o realejo tocar.)

Luís: Quem vai tirar a sorte? Quem vai tirar a sorte?

(As crianças se movimentam, agitadas, e todas querem tirar um papelzinho.)

Crianças: Eu! Eu! Eu! Eu!

Luís: Calma, gente; o periquito vai tirar a sorte de todo mundo.

(A confusão continua, até que chega Zelina.)

Zelina: Oi, mano, já são quase 6 horas. Não está em tempo de você ir para casa? Mamãe está nos esperando.

Luís: Está sim, Zelina. É isso aí, pessoal. Por hoje chega! O Pim-pim já está sem voz de tanto cantar. Amanhã tem mais.

(As crianças saem do palco, deixando apenas Zelina e Luís, que se sentam no banco.)

Luís: Zelina, eu sei que você também trabalhou o dia inteiro, mas... Não dá para falar da casa de nosso pai, já que eu não o conheci?

Zelina (faz um carinho no irmão):
Dá sim, Luís. Você sabe que eu não sei lhe dizer não.

Luís (recosta-se na irmã): Conte tudo de novo o que você já contou!

Zelina: Tá bem. Lá, na casa do Pai, tem tudo de bom que você pode querer: uma cama supermacia, com lençóis limpinhos e, quando faz frio, tem um cobertor enorme que dá pra esquentar o mundo inteiro.

Luís: O mundo inteiro?

Zelina: É.

Luís: Mas na casa do pai cabe tanta gente assim?

Zelina: Cabe. A casa do Pai é diferente das outras. Conforme vai entrando gente, ela vai crescendo.

Luís: Que mais que tem lá?

Zelina: Tem uma geladeira gigante, cheia de comida gostosa. Tem arroz, daquele bem soltinho, feijão do mais gostoso, frutas, doces, chocolates...

Luís: Mas, Zelina, quem é que cuida de tudo isso? O pai tem empregada?

Zelina: Não, Luís. Eu já disse que a casa do Pai é diferente. Ela funciona-sozinha. Conforme a comida vai acabando, outras novas vão surgindo. Ele providencia tudo.

Zelina (olha o relógio): Luís, vamos embora. Já é tarde!

Luís: Qualquer dia eu vou para lá, Zelina. É muito longe?

Zelina: Não, Luís, mas também não é perto.

Luís: No dia em que eu for, como vou saber que casa é, se você não tem o endereço?

Zelina: Não precisa. Na porta da casa do Pai tem uma placa onde se lê: "Bem-vindo, meu filho".

(Os dois saem e a cortina se fecha, abrindo-se logo em seguida. Luís entra com o realejo para mais um dia de trabalho.)

Luís: Nossa, o tempo passa tão depressa! Já faz um mês que minha irmã Zelina foi embora com a patroa, trabalhar noutra cidade! Eu tenho tanta saudade dela, de ouvir ela contar sobre a casa do nosso pai...

(Enquanto Luís pensa alto, entram as crianças para tirarem a sorte no realejo. Luís faz funcionar a música. As crianças se movimentam bastante, até que Luís resolve dar um aviso.)

Luís (subindo no banco): Atenção, criançada. De amanhã em diante, vocês não vão mais me encontrar aqui.

Alguém da turma pergunta alto: Por quê?

Luís: É que eu vou sair por aí até encontrar a casa do meu pai.

Alguém pergunta: E seu pai mora longe?

Luís: Minha irmã disse que não é perto nem longe, mas que eu vou achar fácil.

Alguém pergunta: E o realejo?

Luís: Ele vai comigo. Quando chegar na casa do meu pai, vou mostrar-lhe como o Pim-pim canta bem.

(Luís desce do banco, pega o realejo e vai saindo.)

Luís: Então, tchau, amigos. Quando eu voltar, quero encontrar todos vocês aqui para tirar a sorte.

(As crianças ficam dando adeus ao menino, enquanto a cortina vai se fechando.)


ATO DOIS - CENÁRIO 2
(Luís entra carregando o realejo. Cansado, senta-se no chão.)

Luís: Puxa, a Zelina disse que a casa do meu pai não era longe, mas eu já to andando faz três dias e ainda não cheguei!
(Entra Sílvia.)

Sílvia: Oi. Quem é você e o que estáfazendo aqui no meu sítio?

Luís: Aqui é seu sítio, é? Eu sou Luís.

Sílvia: É, mas não faz mal. Eu sou a Sílvia. O que é essa gaiola na sua mão?

Luís: E o meu realejo. Com ele é que eu trabalho.

Sílvia: Ai, que legal! Toca um pouco pra mim?

(Luís faz funcionar o realejo.)

Sílvia: Que lindo! Vou pedir ao meu pai para deixar você dormir aqui no sítio hoje, assim pode mostrar o realejo pra todo mundo. Você quer?

Luís: Seria bom, mas é que estou indo pra casa do meu pai e ainda tenho muito para andar.

Sílvia: Seu pai mora muito longe? Luís: Nem longe nem perto.
(Sílvia faz cara de espanto e insiste para o menino ficar. Sílvia chama o pai.)

Sílvia: Paiê! Paiê!

(Entra o pai.)

Mário: Diga, minha filha!

Sílvia: Papai, este é o Luís; ele toca realejo. Ele pode dormir aqui no sítio hoje?

Mário: Pode ficar, mas só hoje.

(Mário sai e Sílvia fica ouvindo o realejo e conversando baixinho com Luís, até que ouve o pai chamá-la.)

Mário (em off): Silvia! Sílvia! Venha para dentro!

Sílvia: É o meu pai, Luís. Tenho de ir. Durma ali no estábulo, está bem?

(Sílvia sai e Luís acomoda-se, com o realejo. A cortina se fecha. Dia seguinte: a cortina se abre e entra Sílvia, saltitando. Luís acorda.)

Sílvia: Oi, Luís. Dormiu bem?

Luís: Dormi. Só que já vou indo, Sílvia. Preciso encontrar a casa do meu pai.

(Sílvia fica triste.)

Sílvia: Luís, eu quero ir com você!

Luís: Mas, Sílvia, eu nem sei onde é. E se levar muito tempo pra achar, seus pais vão morrer de preocupação!

Sílvia: Leve-me com você, Luís. Tenho certeza de que antes do anoitecer estaremos de volta.

(Luís se levanta e sai com Sílvia. A cortina se fecha.)


ATO TRÊS - CENÁRIO 3
(Vê-se a porta, onde se lê "Bem-vindo, meu filho".)

Luís: (gritando) Sílvia, Sílvia, encontramos a casa do meu pai! Olha lá a placa, como a Zelina disse que tinha!

Sílvia: Quem é a Zelina?

Luís: E minha irmã mais velha, de quem gosto tanto e que não vejo há muito tempo!

Sílvia: Por que ela não veio com você?

Luís: Ela foi embora com os patrões, mas disse que eu iria encontrar a casa do nosso pai.

Sílvia: Será que seu pai não vai achar ruim de eu ter vindo junto, Luís?

Luís: Que nada! A casa dele vai aumentando conforme vai chegando gente. E tem comida sempre na geladeira, e tem muito doce e chocolate. Aqui ninguém fica doente e...

(Sílvia o interrompe.)

Sílvia: Puxa, Luís, a casa do seu pai é mesmo incrível!

(Enquanto falam, chega Zelina.)

Zelina: Alo, pessoal!

(Luís grita de alegria e abraça a irmã.)

Luís: Zelina, Zelina, que saudade! Como é que você veio visitar nosso pai no mesmo dia que eu? Esta é a Sílvia.

(Zelina cumprimenta Sílvia.)

Zelina: Oi, Silvia!

Sílvia: Oi!

Zelina: Você gosta muito da Sílvia, não é, Luís?

Luís: Sim. Eu a conheci ontem, mas parece que vivi com ela a vida inteira.

Zelina: Eu vim aqui hoje,porque sabia que ia encontrar você. E que eu tinha me esquecido de lhe dizer que na casa do nosso Pai, além de ter sempre comida e agasalho, podemos também encontrar todas as pessoas que amamos.

Luís: Todas mesmo? Zelina: Todas.

Luís: E elas podem ficar aqui com a gente?

Zelina: Na casa do Pai, a distância não existe, Luís. Estamos sempre perto um do outro.

(Terminando de falar, Zelina sai de cena. Sílvia olha no relógio e se espanta.)

Sílvia: Luís, tenho de voltar.

Luís: Mas você não ia ficar aqui comigo?
Sílvia (saindo): Lembre-se do que Zelina disse: "Na casa do Pai não existe distância. Estamos sempre perto um do outro". Adeus.

(Sílvia sai de cena, deixando Luís pensativo.)

Luís (dirigindo-se ao público): Já sei quem é esse pai que tem casa pra todo mundo e permite que as pessoas vivam próximas umas das outras. E o Pai do céu! Além de agradecê-lo por tudo isso, devemos agradecê-lo pelo pai que deu a cada um de nós. Por falar nisso, vamos dar um abraço e um beijo em nosso pai, pelo seu dia? Não se esqueça de dizer-lhe que você o ama muito, tá?

(Colocar alguma música referente ao dia, enquanto a cortina vai se fechando. Todos voltam ao palco e se abraçam.)

Jogral para ser apresentado pelas crianças no Dia do Professor

A GRANDE LIÇÃO DA VIDA
WILSON R. VICENTE

1º Voz — Olhem!. Aí vem a mestra, e está com um livro diferente nas mãos. Ele tem jeito de ser especial...

2º. Voz — O que será que ela vai nos mostrar?

3º. Voz — Como a mestra tem o rosto sério e compenetrado...

4º Voz — O que será que vamos aprender?

5º Voz — Como sempre, ela está interessada em nos ensinar alguma coisa.

6º Voz — Mas o que haverá de tão importante nesse livro com jeito de especial?

Coro — Viva a mestra que nos vem ensinar!

Dona Claudete — Estão todos interessados em saber o que contém este livro? Ainda não direi. Vou esperar um pouco mais para lhes revelar. Quero ver a criatividade de vocês funcionando.

1º Voz — Eu acho que são lições de português.

2º Voz — A minha curiosidade se volta mais para os números.

3º Voz — Quero que sejam aulas de geografia.

4º Voz — Prefiro história ou geometria.

5º Voz —Talvez lições de ciências naturais...

6º Voz — Pode ser matemática, religião, música. Mas o importante é só saber o que ele traz, se nosso objetivo é aprender?

Coro—É verdade. Nós queremos mesmo é aprender o que a mestra tem a nos ensinar.

Dona Claudete — O que trago neste livro especial é de interesse de todos. E vocês vão gostar muito de aprender o que lhes vou ensinar.

1º. Voz — Será alguma coisa superficial, que nós já conhecemos?

2º. Voz — Não creio, pois tem jeito mesmo de ser importante e novo.

3º. Voz — Histórias sobre gente humilde, simples, são sempre de interesse geral.

Dona Claudete — É. Estou vendo que uma lição nova causa sempre sensação e alvoroço nos alunos. Desperta-lhes interesse fora do comum.

Coro — Viva a mestra que nos vem ensinar.

4º Voz — Será que ela vai falar sobre pesquisas marítimas?

5º. Voz — Explorações em outros planetas?

6º Voz — Ou biologia? O estudo sobre os princípios da vida seria legal!

1º Voz — Ecologia é que seria o ideal. Imagine se aprendêssemos uma forma de defender a natureza, pelo menos no espaço onde vivemos! Como seria bom!

Dona Claudete — Vocês estão quase adivinhando a lição que este livro traz.

O segundo grupo é formado pêlos contra-vozes.

1º Contra-voz — Vamos logo, querida mestra. Fale depressa. Não aguentamos mais esse mistério.

2º Contra-voz — Pois para mim seria melhor uma tarefa livre de jogos em grupo.

3º Contra-voz —Ou preencher o tempo com mais recreio.

4º Contra-voz — Eu acho que não há mais nada para a mestra nos ensinar. Já sabemos tudo.

Coro — Viva a mestra que nos veio ensinar.

Dona Claudete — Atenção, queridas crianças. O que lhes trago é um livro especial, que fala de amor. (A mestra abre o livro onde a palavra amor está escrita em letras grandes em uma das páginas). l! Voz — Amor?

2º Voz — Ao próximo?

3º Voz — Aos colegas?

lº Contra-voz — Mas então não é um livro especial. Amar a todos, nós já sabemos.

2º Contra-voz — Pensei que fosse uma novidade...

3º Contra-voz — Uma lição diferente.

4º Contra-voz — Gostaria mais se fosse uma lição de ficção científica.

1º Contra-voz — E eu se fossem histórias da humanidade.

Dona Claudete—Mas todas as histórias da humanidade falam de amor. Essa é a mais importante lição de vida que podemos aprender. Todos nós precisamos ler, saber e, o mais importante, viver esse amor no nosso dia-a-dia. Em casa, na escola, nas brincadeiras com os coleguinhas...

Coro —Viva a mestra que sabe sempre nos ensinar.

2º Contra-voz — O que a mestra nos trouxe de novo?

Dona Claudete — Não é preciso que seja novo. O importante é que seja verdadeiro, como o meu trabalho em lhes ensinar. Vejo a minha dedicação recompensada ao perceber em cada um de vocês o crescimento interior.

4º Voz — Realmente, o amor é a mais bela,lição que podemos aprender.

5º Voz—Lendo, observando e vivendo aprenderemos as lições do coração, do amor.

6º Voz — E viveremos a fraternidade, a humildade e a bondade.

3º Contra-voz — Principalmente a bondade, tão rara de encontrar no mundo de hoje.

Dona Claudete—Por isso nós, mestres, estamos aqui para ensinar, a fim de renovar as esperanças de todos, ensinando a lição do amor ao próximo.

4º Contra-voz — Está difícil ser solidário e fraterno...

Dona Claudete — Só para aqueles que não sabem interpretar o amor. Nós, mestres, temos a responsabilidade de lhes ensinar a compreender cada lição que está neste livro especial.

1º Contra-voz — E qual o nome desse livro?

Coro—É o livro da vida, no qual todos devemos aprender.

1º Voz — Querida mestra, queridos mestres. Nós agora queremos agradecer as lições de amor que nos transmitiram ao longo deste ano e da vida.

2º Voz — Nesse dia muito especial, agradecemos seus gestos de compreensão, dedicação e carinho.

3º Voz — Um olhar amigo ou de repreensão.

4º Voz — A esperança de encontrar soluções para os problemas e as dificuldades.

5º Voz — Hoje não daremos notas, nem faremos avaliações.

6º Voz — Queremos apenas, com simplicidade, prestar uma homenagem carinhosa a todos os nossos mestres.

Dona Claudete — Reconheço, no gesto de vocês, o resultado de um trabalho. Por isso, acho que cada vez mais nós, mestres, devemos estar atentos também para os bons exemplos que damos. Precisamos ter fé e perseverança, acreditando que as sementes do saber, lançadas nos corações, darão frutos, cada uma a seu tempo.

Coro —Viva a mestra! Vivam os mestres! l! Voz — Eles são aqueles que sempre têm uma palavra de alento e carinho.

2º Contra-voz — Corrigindo naquilo que erramos.

2º Voz — Entendem as crianças e os jovens de hoje.

3°. Contra-voz — Sabem falar sem magoar nem ferir.

3º Voz—Ensinam a vencer o mal, praticando o bem.

4º Contra-voz—A definir horários para o saber e o lazer.

Coro —Vivamos mestres que, à custa de sacrifícios, transmitem as lições da vida que devemos praticar no dia-a-dia.

Dona Claudete—É importante agradecer o dom divino de uma profissão que não se esgota no ler. Saber é viver cada minuto com intensidade. Só com muito amor no coração teremos condições de formar e informar cada cidadão deste imenso País, carente de saber, de perseverança, de solidariedade. Muito obrigada por tudo, meus queridos amiguinhos.

Todos—Viva o Dia do Professor. Viva o professor. Viva o mestre do ler, do saber, do viver.



Teatrinho para o Dia das Crianças
AS PRIMEIRAS NUVENS
WILSON R. VICENTE
MATERIAL NECESSÁRIO:
Roupas típicas de alguns países mais conhecidos para as crianças vestirem; roupas de camponeses; vários cartazes sobre os direitos das crianças; roupas imitando cogumelos; discos com músicas folclóricas e jogo de luz.
CENÁRIO ÚNICO
Sentada em um tronco de madeira, Ana Luíza conversa com seus amiguinhos Cogumelos l e 2. Ela veste um traje típico de camponesa em tons azul e branco.
Cogumelo l: Bom dia, linda menina.
Cogumelo 2: Veja como este dia está bonito!
Ana Luíza: Bom dia, meus amiguinhos da floresta.
Cogumelo 1: Você sabe, linda menina, que hoje estamos aqui muito mais contentes porque é...
Ana Luíza: ... o Dia da Criança!
Cogumelo 2: Que menina mais inteligente.
Ana Luíza: É por causa deste dia que estou usando um vestido novo. E espero que meus amigos também possam ter uma roupa nova.
Cogumelo 1: Você acredita que todos possam ter uma roupa nova?
Cogumelo 2: Espere um pouco, companheiro (interrompendo). Hoje só vamos falar de coisas boas e fazer companhia a esta linda menina.
Ana Luíza: Não, meus amiguinhos. Hoje vamos falar de tudo que se relacione com as crianças de todo o mundo.
Cogumelo 1: E será que todas as crianças no mundo sabem que hoje é o dia delas?

Ana Luíza: Eu, sinceramente, gostaria que elas pudessem ter nascido num lar tão bonito como o meu. Esta seria minha maior felicidade.
Cogumelo 1: E sobre a pergunta que eu fiz? Eu não conheço bem o mundo dos humanos...
Ana Luíza: Eu também não conheço. Sei algumas coisas pelo que ouço dos adultos; outras eu vejo.
Cogumelo 2: Isso acontece com a gente na floresta. Mas você, que vive nos campos, também conhece a cidade.
Ana Luíza: A cidade é o progresso. Ela é muito bonita com seus prédios maravilhosos, seus carros e muita coisa que não sei descrever.
Cogumelo 1: Eu gostaria de viver na cidade e conhecer tudo isso.
Entram Maurice, Ivete e Mari, amigos de Ana Luíza, vestidos também de camponeses.
Ivete: Mas vocês vivem nesta floresta tão bonita e querem ir para a cidade?
Cogumelo 2: Eu prefiro a floresta, o ar puro. Dizem que na cidade não se consegue respirar direito.
Cogumelo 1: Meu irmão prefere as coisas velhas, tradicionais.
Cogumelo 2: Nem sempre o velho é pior. Veja o que temos de bom aqui.
Mari: Você tem razão (falando para o Cogumelo 2). As pessoas, durante muito tempo, procuraram o progresso, as facilidades, e hoje estão se voltando mais para a natureza...
Maurice: E somos nós, os pequenos, que devemos preservar as florestas, os rios, a vida natural, para poder ter um futuro tranqüilo.
Ivete: Viemos para fazer uma grande festa pelo Dia da Criança.

Mari: O Maurice, que sabe desenhar muito bem, fez vários personagens em cartazes sobre o dia de hoje nas várias regiões do mundo.
Cogumelo 1: Então, tragam os cartazes para colocarmos neste espaço. (Mostra o espaço livre do palco.)
Cogumelo 2: Assim eu também vou conhecer as regiões do mundo e saber como são as pessoas.
Ana Luíza, Ivete, Mari e Maurice vão buscar os cartazes. (Podem ser de diversas maneiras, mas em tamanho grande, para que a platéia possa identificar a vida das crianças nas várias partes do mundo. O desenho deve mostrar coisas boas e ruins, inspirado nos direitos das crianças.)
Cogumelo 1: Você sabe desenhar muito bem, Maurice. Você tem um grande dom e deve cultivá-lo.
Cogumelo 2: Toda criança tem um dom e os adultos devem ajudá-la a desenvolvê-lo.
Ana Luíza: Olhando esses cartazes, eu pensei que pelo menos hoje seria muito bom que todas as cenas fossem bonitas...
Ivete: Esse é o desejo de todos nós, não é mesmo?
Mari: Claro que é. Mas acredito que somente se o mundo fosse dirigido pelas crianças isso seria possível.
Maurice: Eu procurei retratar o que acontece com as crianças de todo o mundo. Também gostaria de registrar e desenhar somente coisas boas. Mas o mundo é dirigido pêlos adultos e eles não pensam como nós.
Cogumelo 2: Eles podem até pensar, mas não fazem, não executam. Estão sempre preocupados com o progresso, que é importante, mas que deveria estar voltado para benefício da humanidade.

Ivete: Nós trouxemos um presente para vocês (falando para os cogumelos), e para você, Ana Luíza, que é nossa amiga e sabe tão bem amar as coisas da natureza.
Ana Luíza: Mas eu só faço aquilo que meus pais me ensinaram, e eu passei a acreditar que é o melhor para as crianças e para os adultos também.
Maurice: Você nos fez conhecer muita coisa bonita, como estes cogumelos, obra do Criador e da natureza.
Cogumelo l: Muito obriga do por suas palavras.
Mari: Ana Luíza, qual o seu maior desejo?
Ana Luíza: Além da felicidade das crianças em todas as partes do mundo, eu gostaria que as nuvens fossem azuis, embora eu goste também das brancas, num dia como hoje...
Maurice: Mas quando vai chover e ficam negras, você fica com medo...
Ivete: Nós também ficamos, pois desabam temporais.
Cogumelo 2: É por isso que nós temos estes chapéus (apontando para a cabeça) que nos protegem. Mas as chuvas são necessárias...
Mari: Antes da surpresa, temos um presente para todas as crianças...
Maurice: Todas as crianças devem ser respeitadas pêlos adultos, têm direito a um lar, têm direito a estudo, têm direito a uma casa para morar e não viver pelas ruas, abandonadas.
Cogumelo 1: Parece que o reino da Terra ainda será dos homens egoístas, que criam bombas para destruí-lo e acabar com tudo que temos de natural e bonito.
Ana Luíza: E as surpresas, meus amiguinhos?
Com efeitos musicais e de iluminação, um grupo entra vestido igual aos personagens, para várias apresentações de danças folclóricas com temas de camponeses ligados à natureza, à floresta, ao meio ambiente. Poderão ser recitados poemas sobre as crianças, devidamente ilustrados por outros camponeses do grupo encenador. Com roupas típicas de alguns países, outro grupo mostra as situações das crianças de acordo com as cenas dos cartazes preparados pelo personagem Maurice.


Depois das apresentações:
Ana Luíza: Que beleza! Vocês é que merecem ser homenageados por terem esta ideia. Espero que as coisas melhorem de verdade para todas as crianças do mundo.
Ivete: Acredito que, se as crianças também começarem a cobrar dos adultos os seus direitos, algo deve mudar no futuro.

Efeitos de iluminação.
Ana Luíza: Mas o que está acontecendo?
Ivete: Olhe para o céu.
Ana Luíza: O sol está muito forte...
Mari: Olhe o que está acontecendo!
Ana Luíza: (olhando para o alto, assim como todos os outros) Mas são as minhas nuvens azuis. Sempre as desejei, para não ficar com medo quando chove.
Cogumelo l: De vo dizer que também estou contente, pois sempre temia as nuvens negras antes dos temporais. Eu nunca tive coragem de dizer isso para ninguém.
Ivete: Aprenda a ser sincero e você viverá muito melhor. Será mais autêntico e terá muitos amigos.
Cogumelo 2: (falando para o irmão) Quero ver como você se sairá quando for para a cidade grande, pois lá há tanto barulho...
Ana Luíza: Nem sei como agradecer. Foi você quem pintou as nuvens? (Pergunta para Maurice.)
Maurice: Não. Eu tenho talento, mas não para tanto. Este é o milagre da fantasia das crianças e da própria natureza.
Mari: Então, com todas as crianças vamos brindar e comemorar as primeiras nuvens azuis no céu iluminado.
Ana Luíza: Que todas as florestas do mundo sejam preservadas, e todas as crianças sejam tratadas com muito carinho e que seu mundo particular e pequeno seja entendido pêlos adultos que as criam e as educam para o amanhã.
Confraternização final de todos os personagens, podendo ser completada por um número musical.

Teatrinho para o Dia das Mães
WILSON R. VICENTE

UM SORRISO EM CADA CORAÇÃO


MATERIAL NECESSÁRIO:

Cinco fantasias imitando as flores que as crianças representarão; um carrinho de mão, de madeira.
Vitório, o personagem que conduz a ação, veste-se bem. !Sua camisa branca de mangas compridas mostra a sua elegância. O cenário principal é um grande livro (mais de 2 metros de altura) de onde saem as cinco personagens-flores.



Vitório: Hoje é um belo domingo. O melhor domingo para, mim, e para todos os filhos que podem homenagear a sua mãe. Este livro que vocês estão vendo é para homenagear as mães e algumas surpresas ele vai revelar.
Vitório, com cuidado, abre o livro, demonstrando uma certa surpresa e despertando curiosidade na plateia. Fundo musical. Ao abrir o livro totalmente, saem as personagens-flores devidamente caracterizadas.
Vitório: Que surpresa! De onde vêm essas belíssimas flores?
Silvana: Você deveria perguntar para o que viemos!
Vitório: Se este é o livro que homenageia as mães, vocês só podem ter vindo prestar uma homenagem.
Silvana: Que pena! Pensei que ninguém soubesse.
Valéria: (interrompendo) Podemos nos apresentar?
Vitório: Fazer um show ? Um grande espetáculo?
Margarete: Também! Valéria: Os nossos nomes.
Vitório: Claro! Eu sou Vitório e dono deste livro. Comprei-o numa grande livraria e quero dedicá-lo à minha mãe.
Valéria: Eu sou uma violeta com o nome de Valéria.
Silvana: Sou a rosa Silvana, e tenho muitas cores, das mais variadas tonalidades. Por motivo histórico, estou intimamente ligada a esta data.
Elaine: Sou a camélia Elaine. Meu perfume é o preferido por muitas mães, e minhas pétalas são alvas e sou muito rara.
Margarete: Sou a margarida Margarete. Sempre nos mesmos tons, posso aparentar um sol ao centro com seus raios luminosos em várias direções.
Flávia: E eu sou a hortênsia Flávia.
Vitório: Uma maravilha ter vocês nesta festa grandiosa.
Valéria: Você me parece gostar de grandes eventos, grandes shows.
Vitório: Sem dúvida. Uma pessoa bem-nascida como eu, privilegiada pela mãe que possui, só pode sonhar e desejar grandes coisas.
Elaine: Concordo com suas opiniões, mas devemos nos preocupar com coisas essenciais e deixar as secundárias em seus devidos lugares.
Vitório: Mas tudo é essencial. Tudo é belo.

Flávia: Tudo é belo porque você é privilegiado. Tudo é sempre belo quando estamos bem, mas não pode mos deixar de ver o que não é belo e quem, principalmente, não está bem.
Vitório: Hoje, um dia tão especial, não é para isso. Talvez um dia eu venha a pensar...

Valéria: (interrompendo) Pensar hoje é melhor. Hoje é que temos a oportunidade de refletir.

Vitório: Hoje é um dia tão belo e vocês querem estragá-lo.
Margarete: Estragá-lo? Como pode dizer isso? Estamos aqui para homenagens e também, como disse a camélia Elaine, para tratar de coisas muito importantes, nada de futilidades.
Silvana: Não fique preocupado, viemos apenas para alegrar este dia, mas com responsabilidade.
Vitório: Sei que estão bonitas, dão um colorido à festa, mas o que têm de íntimo com os filhos que querem cumprimentar suas mães?
Flávia: O mais importante você não viu, mas sempre é tempo!
Valéria: Somos filhas de uma mãe especial: a mãe natureza! O dom maior de Deus. Somos sementes que não se perderam. Somos hoje a esperança do ontem.
Margarete: A grande mãe natureza está abençoando todas as mães que nela convivem, de uma maneira muito própria, que repele o individualismo e o egoísmo.
Vitório: Estou compreendendo. Estou aprendendo com vocês. E eu que sempre acho que sei tudo e estou sempre na frente dos outros...
Flávia: Preparamos um bale de flores para colorir esta festa de carinho e expressão de vozes sinceras que desejam que todos os dias sejam, de verdade, de todas as mães.
Apresentação de um número de balé que poderá ser executado pêlos que interpretam as personagens ou por um outro grupo caracterizado, composto por mais pessoas. Depois do número, está no palco o personagem Tico, um catador de sucatas, mal vestido, puxando um carrinho de porte médio, feito de madeira.
Vitório: O que faz aqui este garoto? Ele saiu do livro, também?
Margarete: Espere. Não seja apressado.
Silvana: Aproxime-se, garoto. Venha para cá.
Vitório: Acho melhor ele ir embora. Depois...
Elaine: Agora. Por que tudo precisa ficar para depois?
Vitório: Estava tudo tão bonito... Valéria: Pode ficar melhor ainda.
Tico aproxima-se dos demais, deixando seu carrinho de lado.
Tico: Eu sou Tico, um catador de sucatas.
Vitório: E você trabalha em pleno domingo?
Tico: Domingo é o melhor dia para o meu trabalho.
Elaine: E você sabe que hoje é um domingo especial?
Tico: Especial? Para quem? Por quê?
Todos os dias são iguais.
Valéria: É que hoje é o Dia das Mães.
Tico: De quem tem. Eu vi nos cartazes da cidade e nos aparelhos de tevê das lojas grandes. Mas eu não tenho. Tive. Lembro-me pouco dela.
Margarete: A partir de hoje, então, você tem a todas nós, que somos filhas da natureza, e também o Vitório, ele pode ser seu amigo.
Tico: Obrigado. Mas agora que vocês falaram em mãe, eu bem que gostaria de ter uma, de ter a minha pelo menos um dia no ano.
Vitório: Você se lembra dela?
Enquanto Tico fala, aparece no alto uma mãe envolta em véus brancos, sorrindo, feliz, na frente de uma estrela. Fundo musical. E as personagens-flores ficam espalhadas pelo palco. Vitório senta-se no chão de costas para a platéia, observando a cena.
Tico: Eu me lembro pouco. Ela se foi quando eu era bem pequeno. Mas hoje ela é para mim uma estrela que brilha no céu todas as noites. Seu sorriso é constante. Se ela está no céu, está perto de Deus, feliz e me protegendo, porque estou vivo.
Elaine: Eu vejo as mulheres que passam em grupos em direção à missa. Estão velhinhas, mas têm um lar e muita fé. Têm seus filhos e netos.
Margarete: Eu vejo as mães que foram para os asilos. E hoje esperam por seus filhos.
Flávia: Eu vejo as mães que trabalham fora de casa e estão realizadas em suas tarefas: advogam, secretariam, exercem o professorado, dividem suas tarefas com os esposos e amam sempre mais seus filhos.
Valéria: Eu vejo todas as mães do mundo, em todas as regiões, e aquelas que, numa guerra interminável, perdem os filhos nos combates.
Silvana: Eu vejo as mães que querem tudo o que há de melhor para seus filhos e para a humanidade. As mulheres de ferro e de alma, de amor e fraternidade, que possuem um sorriso no coração.
Tico: Com certeza, uma estrela vai brilhar mais forte neste domingo.
Vitório: A estrela onde está sua mãe? (Pergunta para Tico.).
Tico: Não. Estou pensando na estrela que deve ser a sua mãe. Porque você tem o privilégio de poder tocá-la, abraçá-la, dizer tudo o que você deseja. Não precisa imaginar o seu sorriso. Você pode até mesmo tocar o sorriso dela.
Vitório: (caminhando em direção a Tico) Tico, obrigado por você ter vindo, eu gostaria que você fosse meu irmão e tivéssemos a mesma mãe.
Tico: Eu estava passando e não faço parte desta festa. Eu vi este livro tão grande e pensei que ninguém fosse querê-lo, porque muitas pessoas compram papel por quilo e isso dá um bom dinheiro.
Vitório: Fique com a gente, Tico.
Tico: Preciso ir. A minha história você já sabe. Viva a sua com sua mãe e aproveite bastante. Viva a sua história com um sorriso no coração, mas não se esqueça de que existem muitas histórias na vida, às vezes, bastante tristes.
Elaine: Você não está triste? (Pergunta para Tico.).
Tico: Não. Estou como as flores que têm uma função no mundo, e que hoje estão embelezando o Dia das Mães. A minha estrela no céu estará florida também. Adeus para todos vocês.
Tico se despede de todos e deixa o palco.
Vitório: Aprendi muito hoje e sei o verdadeiro valor de ter uma mãe. Mais ainda do que eu sabia. Estou me sentindo mais humano e quero, num grande abraço, transmitir isso à minha mãe.
Elaine: E assim que se faz. E faça sempre no momento presente, não deixando para amanhã.
Margarete: Até um dia, Vitório. Flávia: Até breve.
Valéria: Um grande beijo em sua mãe.
Vitório: Mas vocês não querem ficar para a festa?
Silvana: Temos de ir, porque hoje estaremos ornamentando uma estrela muito especial. Uma estrela que é um sonho.
Vitório: (as flores entram no livro) Esperem, vou com vocês!
As luzes se apagam e um foco ilumina em seguida a estrela onde está a mãe de Tico, rodeada pelas personagens-flores, por Vitório e Tico, que acenam para a platéia, cantando uma música com o tema do dia.

Teatrinho para o Dia das Mães

MAMÃE ME ESCOLHEU


Personagens: Lilica moça (que contei a história); Lilica menina; Marcelo (irmão de Lilica); Raul (pai de Lili-ca);Ruth(mãedeLilica);doutor Alaor (o médico da família), e algumas crianças.

Cenografia: Cenário l - Casa de Lilica: sala com cadeiras, mesa, e faixa com os dizeres: "Feliz Dia das Mães".

Cenário 2 - Consultório do doutor Alaor: mesmos móveis, com arrumação diferente. Uma boneca enrolada como bebé.
Obs.: os próprios personagens transformam o cenário da sala em consultório.

Sonoplastia: Início: música do Dia das Mães; quando o médico entrega o bebé para os pais: música de bebé; quando Lilica se diz apaixonada: música com o tema de amor e, no final, música do Dia das Mães novamente.
Quando o cenário é aberto, Lilica moça já está sentada no canto do palco. Lilica menina, Marcelo e o pai enfeitam a sala com a faixa para homenagear Ruth. Os três conversam.

Lilica: Papai, mamãe vai ter uma surpresa quando entrar na sala!

Raul: Vai ficar feliz, porque ela adora surpresas.

Marcelo: A gente podia se esconder e estourar algumas bexigas, quando ela entrasse.

(Lilica não gosta da ideia. Os três abaixam o tom de voz e a atenção do público volta-se para Lilica moça, vestida a rigor. Os outros três saem de cena.)

Lilica moça (pensativa): Parece que foi ontem o meu tempo de infância. Foi tudo tão belo e gostoso! Minha mãe era bonita e inteligente. Para mim, ela sempre sabia tudo!

Ruth (entra na sala e Lilica moça silencia): Meu Deus do céu! Onde será que está o Marcelo?

Marcelo (entra com a bolana mão): To aqui, mãe! Sabe que hoje marquei quatro "gois"? A turma já me escolheu para o campeonato do bairro!

Ruth: Que ótimo, filho! Parabéns!

Lilica (aproximando-se da mãe): Mamãe, você fica muito bonita com essa roupa, sabia?

Ruth (senta-se e pega Lilica no colo): E você é uma menininha muito linda!
Lilica: Sabia que em dia de chuva é gostoso ouvir histórias?

Ruth: Mas hoje não está chovendo, Lilica.

Lilica: Então vou brincar no quintal.

(Lilica beija a mãe e sai correndo. Ruth sai do palco e Lilica moça volta a contar a história.)

Lilica moça: Eu sempre queria que chovesse à tarde, para que minha mãe contasse histórias. Uma tarde, finalmente, o céu se fechou, ficou tudo eScurinho e minha mãe chamou eu e meu irmão na sala e contou uma história.

Ruth (entra chamando): Marcelo, Lilica, venham para dentro porque está chovendo. Preparei uma história muito importante para hoje!

(Marcelo e Lilica entram correndo.)

Marcelo: Mãe, você vai contar histórias?

Lilica: Você prometeu que contaria, quando chovesse!

Ruth: Calma, gente! Eu vou contar, sim. Sentem-se aqui perto de mim.

(Marcelo e Lilica sentam-se ao lado da mãe.)

Ruth (conta a história da adoção de Lilica): Era uma vez um casal que tinha um filho lindo. Porém, os dois queriam também ter uma menina. Tentaram muito, mas não conseguiram. Resolveram, então, procurar um amigo médico, que poderia ajudá-los.

(Enquanto conta a história, a mãe e as crianças levantam-se e arrumam o cenário, colocando a mesa e as cadeiras de forma a parecer um consultório médico. Feito isso, saem do palco e entra o doutor Alaor, vestido a rigor, com um bebé no colo.)

Dr. Alaor: Tomara que o Raul e a Ruth não demorem. Esta menininha vai ser tão feliz com eles!

(Entram Ruth e Raul. Ruth pega logo o bebé no colo.)

Ruth: Que coisinha mais linda, Raul! Ela vai ser muito feliz conosco, Alaor.

(O casal sai, levando o bebé. O médico arruma o cenário como era antes e sai. Entram Ruth, Marcelo e Lilica, sentando-se à mesa.)

Marcelo: Mamãe, então quer dizer que o casal adotou a menininha?

Ruth: Foi isso mesmo. Eles, entre muitos bebés, escolheram aquela ga-rotinha para ser filha deles.

Lilica: Quando o filho vem da gente, ele não pode ser escolhido, mas quando é adotado pode, né, mamãe?
Ruth: Então, Lilica, o casal escolheu a menina porque a amou, assim que a viu.

Marcelo: Qual era o nome da menininha, mãe?

Ruth (abraçando os dois): Por coincidência, ela também se chamava Lilica.

(Os três saem de cena e Lilica moça volta a contar sua história.)

Lilica moça: Foi nesse dia, depois da história, que eu tive a certeza de que era adotada. Porém, minha mãe e meu pai disseram tantas vezes que me amavam, que isso nunca fez diferença.

(Começa a tocar uma música de amor e entram Ruth e Lilica vestida de mocinha.)

Lilica: Mamãe, estou apaixonada!

Ruth (abraçando a filha): Que coisa linda, minha filha. É quem é ele?

(Lilica e Ruth sentam-se à mesa e ficam conversando outra vez.)

Lilica: E um rapaz que conheci no baile, ontem. Ele está servindo o exército e tem 18 anos.

Ruth: E vocês vão sair juntos, hoje?

(As duas levantam-se e saem do palco abraçadas.)

Lilica moça (recomeça a contar): Quantas vezes sentei-me à mesa para conversar com minha mãe sobre
os meus namorados! Ela sempre teve tanto interesse e uma palavra doce para me dar cada vez que eu tinha
uma dúvida..

(Lilica moça pára de falar, quando entram Raul, Marcelo e Lilica criança para continuarem a arrumação da sala.)

Lilica: Papai, vamos acabar logo de colocar esta faixa, antes que a mamãe chegue.

(Os três colocam a faixa e depois vão chamar Ruth. Quando ela entra, de olhos fechados, começa a tocar novamente a música do Dia das Mães e entram outras crianças para cantarem junto.)

Marcelo: Parabéns, mamãe! Lilica: Parabéns, mamãe!

(Os dois seguram a mãe e dão-lhe muitos beijos. Enquanto todos se divertem cantando, a música abaixa e Lilica moça volta a falar.)

Lilica moça: Mãe é aquela que nos ama, que está do nosso lado quando precisamos, para ouvir nossas queixas e se alegrar com nossas vitórias. Que nos aceita como somos e diz que nos ama com os lábios, com os olhos e com o coração. Eu fui uma criança adotada e me orgulho disso, pois fui escolhida entre tantas e muito mais querida que muitas.
(A música aumenta, todos cantam, e Lilica moça sai de cena.)

Todos: Feliz Dia das Mães!


Texto base
(Pode servir de reflexão após a encenação)

JESUS É O DEUS DA VIDA

A coisa mais importante,
que Jesus veio fazer,
foi dar a vida às pessoas.
Como é gostoso viver!

É verdade comprovada:
muita gente, comovida,
viu Jesus falar aos mortos,
e eles voltarem a vida.

Havia uma garotinha de 12 anos de idade,
que ficou doente e morreu,
em uma certa cidade.

Jesus chegou perto dela,
que estava morta e sozinha,
tomou sua mão e disse:
“Vamos, levante-se ovelhinha.”

A menina abriu os olhos
e viu Jesus a seu lado.
Estava viva, que bom!
E o povo, maravilhado!

Outra vez aconteceu,
na cidade de Naim,
uma coisa semelhante
que o Evangelho conta assim:

O filho de uma viúva
não tinha nenhum irmão.
Mas morreu, aquele moço,
e já estava no caixão.

A mãe cheia de tristeza,
só chorava, pobrezinha!
Perdera o único filho.
Que fazer assim sozinha?

Jesus teve pena dela,
e ordenou como voz forte:
“Rapaz, levante, eu lhe digo”.
E o moço venceu a morte.

Houve também um senhor
que, já morto, reviveu
pela força de Jesus.
Foi Lázaro, um amigo seu.

Quatro dias se passaram
desde que fora enterrado.
Jesus foi ao cemitério,
e chorou emocionado.

Sem que ninguém esperasse
tal coisa naquela hora,
ele chamou seu amigo:
Lázaro, vem para fora”.

De dentro da sepultura,
o homem, vivo e feliz,
saiu andando, sozinho,
porque Jesus assim quis.

Foi assim que todo o povo
compreendeu, de sul a norte,
que Ele é o Deus da vida,
e pode vencer a morte.

Passagens Bíblicas:

Lc 7, 11-17 Lc 8, 49-56 Jô 11, 38-44




Teatro para a Páscoa

PÁSCOA DE TODOS NÓS

Quando Jesus morreu e viveu outra vez, foi a Páscoa dele. É por isso que todos os anos festejamos a Páscoa. Jesus dá a vida por todos nós. Nós também temos a nossa Páscoa, porque todos nós temos vida.


Personagens: Jesus, a garotinha, o moço de Naim, a mãe do moço, o amigo Lázaro, o contador de história, quatro carregadores e quatro empurradores de pedra.

Material: um pano para deitar no chão, outro pra cobria a cabeça da viúva de Naim, uma faixa para o rosto de Lázaro, papel, lápis colorido para todos.

Preparação: desenhar no chão um quadrado com divisões de quarto, sala e cozinha. É a casa da garotinha. Deixar o espaço para as portas. Desenhar também um círculo com porta. É o sepulcro de Lázaro.


CENA 01

Contador: Na terra de Jesus havia uma casa onde morava uma garotinha.

(Todos ficam em pé, de mãos dadas, sobre as linhas da casa, formando as paredes)

Contador: A garotinha morreu, e todos choraram.

(A menina deita-se no chão, sobre o pano, no quarto da casa. Todos choram, sem sair dos seus lugares)

Contador: Jesus entrou na casa e viu a garotinha morta.

(Jesus entra na casa e pões a mão no pulso da garotinha, para ver se está morta mesmo)

Contador: Jesus disse a ela:

(Todos param de chorar, e Jesus fala)

Jesus: Ovelhinha, levante-se.

(A menina abre os olhos e sorri. Jesus lhe dá as mãos e ela vai levantando, lentamente)

Todos: Ovelhinha, levante-se, ovelhinha, levante-se...

(Todos ficam de cócoras e, enquanto a menina vai levantando, todos vão levantando também, erguendo os braços e dizendo: ovelhinha, levante-se, começando baixinho, depois mais forte, mais forte, até falar bem alto.)



CENA 02

(Os quatro carregadores seguram o moço morto. A mãe vai ao lado, de cabeça coberta. Os outros vão atrás, chorando.)

Contador: Jesus chegou a cidade de Naim e encontrou um enterro.

(O enterro anda pela sala, ao encontro de Jesus que vem do outro lado.)

Contador: O morto era moço, filho único de uma viúva. Jesus ficou com pena daquela mãe.

(Encontram-se todos. Todos param. Só a viúva chora, e Jesus a consola.)

Contador: Jesus disse ao moço:

(Jesus levanta a mão e fala)

Jesus: Moço, eu te digo, levanta-te!

(O moço abre os olhos, e os carregadores o põem no chão. Ele abraça a sua mãe e saem juntos. Todos batem palmas)


CENA 03

(Todos, em pé sobre o desenho, formam a parede do sepulcro. Lázaro, de olhos vendados, deita-se dentro. Um grupinho fica na porta, é a pedra.)

Contador: Jesus foi ao cemitério, porque seu amigo Lázaro estava enterrado. Jesus ficou triste e chorou.

(Jesus chora)

Contador: Depois mandou os empurradores retirarem da porta do sepulcro.

(Os empurradores empurram o grupinho da porta. Estes fazem força para não sair, pois a pedra é pesada. Depois de muito esforço, os empurradores conseguem remover a pedra.)

Contador: Então Jesus chamou seu amigo.

Jesus: Lázaro, vem para fora!

(Lázaro levanta-se e fica escutando. O grupo repete o chamado)

Meninos: Lázaro!

Meninas: Vem para fora!

(Repetindo sempre, cada vez mais forte, até ele sair do sepulcro)

Contador: Então ele se levantou e saiu, porque estava vivo outra vez

(Jesus tira o pano dos olhos de Lázaro, e todos batem palmas.)


CENA 04

(Todos de cócoras ,em círculo, de olhos fechados. Uma criança se levanta, toma a mão do colega da direita e ajuda-o a levantar-se, enquanto diz:)

Criança: (diz o nome do colega), levanta-se, ovelhinha!

(Quem levantou, repete o gesto com o próximo colega, e assim por diante até chegar ao fim do círculo.)

Orientador: Esta foi a nossa Páscoa. E a Páscoa que celebramos, de quem é?

(Todos respondem livremente.)


(O orientador convida todos a escreverem ou desenharem algo sobre a Páscoa. Os trabalhos, depois, podem formar um mural.)


TEATRINHO PARA O DIA DOS PAIS
“A CASA DE MEU PAI”

Personagens: Luís, menino pobre; Zelina, irmã mais velha de Luís; Sílvia, menina do sítio; Mário, pai de Sílvia; Pim-pim, periquito de Luís (realejo); crianças para a figuração.

Figurinos: Todos com roupas comuns de crianças. Apenas Luís e a irmã usam roupas bem velhas.

Cenografia:
Cenário l - Uma praça, um banco de jardim e um fundo pintado com árvores.

Cenário 2 - Sítio de Sílvia: aproveitar o cenário anterior, apenas tirando o banco.

Cenário 3 - Porta da casa do Pai, com a placa "BEM-VINDO, MEU FILHO".

Sonoplastia: Música do realejo e outras, à escolha.


ATO UM - CENÁRIO l
(A praça está cheia de crianças que olham o periquito de Luís, dentro da gaiola. Luís, com a manivela, faz o realejo tocar.)

Luís: Quem vai tirar a sorte? Quem vai tirar a sorte?

(As crianças se movimentam, agitadas, e todas querem tirar um papelzinho.)

Crianças: Eu! Eu! Eu! Eu!

Luís: Calma, gente; o periquito vai tirar a sorte de todo mundo.

(A confusão continua, até que chega Zelina.)

Zelina: Oi, mano, já são quase 6 horas. Não está em tempo de você ir para casa? Mamãe está nos esperando.

Luís: Está sim, Zelina. É isso aí, pessoal. Por hoje chega! O Pim-pim já está sem voz de tanto cantar. Amanhã tem mais.

(As crianças saem do palco, deixando apenas Zelina e Luís, que se sentam no banco.)

Luís: Zelina, eu sei que você também trabalhou o dia inteiro, mas... Não dá para falar da casa de nosso pai, já que eu não o conheci?

Zelina (faz um carinho no irmão):
Dá sim, Luís. Você sabe que eu não sei lhe dizer não.

Luís (recosta-se na irmã): Conte tudo de novo o que você já contou!

Zelina: Tá bem. Lá, na casa do Pai, tem tudo de bom que você pode querer: uma cama supermacia, com lençóis limpinhos e, quando faz frio, tem um cobertor enorme que dá pra esquentar o mundo inteiro.

Luís: O mundo inteiro?

Zelina: É.

Luís: Mas na casa do pai cabe tanta gente assim?

Zelina: Cabe. A casa do Pai é diferente das outras. Conforme vai entrando gente, ela vai crescendo.

Luís: Que mais que tem lá?

Zelina: Tem uma geladeira gigante, cheia de comida gostosa. Tem arroz, daquele bem soltinho, feijão do mais gostoso, frutas, doces, chocolates...

Luís: Mas, Zelina, quem é que cuida de tudo isso? O pai tem empregada?

Zelina: Não, Luís. Eu já disse que a casa do Pai é diferente. Ela funciona-sozinha. Conforme a comida vai acabando, outras novas vão surgindo. Ele providencia tudo.

Zelina (olha o relógio): Luís, vamos embora. Já é tarde!

Luís: Qualquer dia eu vou para lá, Zelina. É muito longe?

Zelina: Não, Luís, mas também não é perto.

Luís: No dia em que eu for, como vou saber que casa é, se você não tem o endereço?

Zelina: Não precisa. Na porta da casa do Pai tem uma placa onde se lê: "Bem-vindo, meu filho".

(Os dois saem e a cortina se fecha, abrindo-se logo em seguida. Luís entra com o realejo para mais um dia de trabalho.)

Luís: Nossa, o tempo passa tão depressa! Já faz um mês que minha irmã Zelina foi embora com a patroa, trabalhar noutra cidade! Eu tenho tanta saudade dela, de ouvir ela contar sobre a casa do nosso pai...

(Enquanto Luís pensa alto, entram as crianças para tirarem a sorte no realejo. Luís faz funcionar a música. As crianças se movimentam bastante, até que Luís resolve dar um aviso.)

Luís (subindo no banco): Atenção, criançada. De amanhã em diante, vocês não vão mais me encontrar aqui.

Alguém da turma pergunta alto: Por quê?

Luís: É que eu vou sair por aí até encontrar a casa do meu pai.

Alguém pergunta: E seu pai mora longe?

Luís: Minha irmã disse que não é perto nem longe, mas que eu vou achar fácil.

Alguém pergunta: E o realejo?

Luís: Ele vai comigo. Quando chegar na casa do meu pai, vou mostrar-lhe como o Pim-pim canta bem.

(Luís desce do banco, pega o realejo e vai saindo.)

Luís: Então, tchau, amigos. Quando eu voltar, quero encontrar todos vocês aqui para tirar a sorte.

(As crianças ficam dando adeus ao menino, enquanto a cortina vai se fechando.)


ATO DOIS - CENÁRIO 2
(Luís entra carregando o realejo. Cansado, senta-se no chão.)

Luís: Puxa, a Zelina disse que a casa do meu pai não era longe, mas eu já to andando faz três dias e ainda não cheguei!
(Entra Sílvia.)

Sílvia: Oi. Quem é você e o que estáfazendo aqui no meu sítio?

Luís: Aqui é seu sítio, é? Eu sou Luís.

Sílvia: É, mas não faz mal. Eu sou a Sílvia. O que é essa gaiola na sua mão?

Luís: E o meu realejo. Com ele é que eu trabalho.

Sílvia: Ai, que legal! Toca um pouco pra mim?

(Luís faz funcionar o realejo.)

Sílvia: Que lindo! Vou pedir ao meu pai para deixar você dormir aqui no sítio hoje, assim pode mostrar o realejo pra todo mundo. Você quer?

Luís: Seria bom, mas é que estou indo pra casa do meu pai e ainda tenho muito para andar.

Sílvia: Seu pai mora muito longe? Luís: Nem longe nem perto.
(Sílvia faz cara de espanto e insiste para o menino ficar. Sílvia chama o pai.)

Sílvia: Paiê! Paiê!

(Entra o pai.)

Mário: Diga, minha filha!

Sílvia: Papai, este é o Luís; ele toca realejo. Ele pode dormir aqui no sítio hoje?

Mário: Pode ficar, mas só hoje.

(Mário sai e Sílvia fica ouvindo o realejo e conversando baixinho com Luís, até que ouve o pai chamá-la.)

Mário (em off): Silvia! Sílvia! Venha para dentro!

Sílvia: É o meu pai, Luís. Tenho de ir. Durma ali no estábulo, está bem?

(Sílvia sai e Luís acomoda-se, com o realejo. A cortina se fecha. Dia seguinte: a cortina se abre e entra Sílvia, saltitando. Luís acorda.)

Sílvia: Oi, Luís. Dormiu bem?

Luís: Dormi. Só que já vou indo, Sílvia. Preciso encontrar a casa do meu pai.

(Sílvia fica triste.)

Sílvia: Luís, eu quero ir com você!

Luís: Mas, Sílvia, eu nem sei onde é. E se levar muito tempo pra achar, seus pais vão morrer de preocupação!

Sílvia: Leve-me com você, Luís. Tenho certeza de que antes do anoitecer estaremos de volta.

(Luís se levanta e sai com Sílvia. A cortina se fecha.)


ATO TRÊS - CENÁRIO 3
(Vê-se a porta, onde se lê "Bem-vindo, meu filho".)

Luís: (gritando) Sílvia, Sílvia, encontramos a casa do meu pai! Olha lá a placa, como a Zelina disse que tinha!

Sílvia: Quem é a Zelina?

Luís: E minha irmã mais velha, de quem gosto tanto e que não vejo há muito tempo!

Sílvia: Por que ela não veio com você?

Luís: Ela foi embora com os patrões, mas disse que eu iria encontrar a casa do nosso pai.

Sílvia: Será que seu pai não vai achar ruim de eu ter vindo junto, Luís?

Luís: Que nada! A casa dele vai aumentando conforme vai chegando gente. E tem comida sempre na geladeira, e tem muito doce e chocolate. Aqui ninguém fica doente e...

(Sílvia o interrompe.)

Sílvia: Puxa, Luís, a casa do seu pai é mesmo incrível!

(Enquanto falam, chega Zelina.)

Zelina: Alo, pessoal!

(Luís grita de alegria e abraça a irmã.)

Luís: Zelina, Zelina, que saudade! Como é que você veio visitar nosso pai no mesmo dia que eu? Esta é a Sílvia.

(Zelina cumprimenta Sílvia.)

Zelina: Oi, Silvia!

Sílvia: Oi!

Zelina: Você gosta muito da Sílvia, não é, Luís?

Luís: Sim. Eu a conheci ontem, mas parece que vivi com ela a vida inteira.

Zelina: Eu vim aqui hoje,porque sabia que ia encontrar você. E que eu tinha me esquecido de lhe dizer que na casa do nosso Pai, além de ter sempre comida e agasalho, podemos também encontrar todas as pessoas que amamos.

Luís: Todas mesmo? Zelina: Todas.

Luís: E elas podem ficar aqui com a gente?

Zelina: Na casa do Pai, a distância não existe, Luís. Estamos sempre perto um do outro.

(Terminando de falar, Zelina sai de cena. Sílvia olha no relógio e se espanta.)

Sílvia: Luís, tenho de voltar.

Luís: Mas você não ia ficar aqui comigo?
Sílvia (saindo): Lembre-se do que Zelina disse: "Na casa do Pai não existe distância. Estamos sempre perto um do outro". Adeus.

(Sílvia sai de cena, deixando Luís pensativo.)

Luís (dirigindo-se ao público): Já sei quem é esse pai que tem casa pra todo mundo e permite que as pessoas vivam próximas umas das outras. E o Pai do céu! Além de agradecê-lo por tudo isso, devemos agradecê-lo pelo pai que deu a cada um de nós. Por falar nisso, vamos dar um abraço e um beijo em nosso pai, pelo seu dia? Não se esqueça de dizer-lhe que você o ama muito, tá?

(Colocar alguma música referente ao dia, enquanto a cortina vai se fechando. Todos voltam ao palco e se abraçam.)


Mas não tem ovo de páscoa

Finalidade: Teatro para a Páscoa



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Uma só menina em cena. Aparece um menino e aproxima-se dela.

KAUÊ – Eu soube que aqui vai haver uma festa de Páscoa.

TATA – É verdade. Você veio assistir?

KAUÊ – (meio desajeitado) É.........mais ou menos.......

TATA – Ótimo! Então preste atenção que vai começar!

Entra em cena um grupo de crianças e canta um canto de Páscoa. Quando terminarem de cantar, a menina bate palma e o menino não.

TATA – Gostou?

KAUÊ – Mas não tem ovo de Páscoa?

TATA – Bem, então vamos ver outro número. Atenção!

Algumas crianças dançam alegremente e saem de cena.

TATA – E agora, está satisfeito?

KAUÊ – (sempre na mesma entonação) Mas não tem ovo de Páscoa??!

TATA – (com ar de impaciência) Está bem, vamos ver mais um número.

TODOS OS MENINOS – Antes de Jesus nascer, a Páscoa era a comemoração da saída dos judeus do Egito.

MENINAS – Era a libertação!

MENINOS – Depois Jesus nasceu!

MENINAS – E para nos libertar, morreu.....

TODOS – Morreu por amor a nós!



MENINAS – Mas ressuscitou no 3º dia!

MENINOS – Alegria! Alegria!

MENINAS – Agora, PÁSCOA é a passagem de Jesus em nosso coração!

MENINOS – Que bom! Que bom!

MENINAS – Depois de Cristo, tudo ficou diferente! Houve alegria! Houve mudança!

TODOS – A humanidade avança! Agora a Deus alcança!

MENINOS – Por isso festejamos neste dia.

MENINAS – De alegria, de alegria!

MENINOS – O que se deu na mudança.

TODOS – Esperança! Esperança! Esperança!

Ao terminarem a menina aplaude e o menino não.
TATA – E então?

KAUÊ – Mas não tem ovo de Páscoa?

TATA – (perdendo a paciência) Mas afinal, você quer comemorar a Páscoa ou só comer ovo de Páscoa?

KAUÊ – É que eu faço parte dos 60% dos meninos que acham que Páscoa é comer ovo de chocolate.....

TATA – Então você não entendeu que a Páscoa é a festa da alegria porque Jesus Ressuscitou?

KAUÊ – Ah! É mesmo!! Agora eu entendi!!!! (aponta com o polegar para cima)

TATA – Jóia! Então vamos festejar a Páscoa!

Todos se unem e saem cantando um canto de Páscoa.


E DIZEM QUE SER CATEQUISTA É FÁCIL!
Dúvidas Pascoais... Ou seriam Pascais?

FILHO: Papai, o que é Páscoa?
PAI: Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
FILHO: Igual Natal?
PAI: É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
FILHO: Ressurreição???
PAI: É ressurreição. Marta vem cá!
MÃE: Sim?
PAI: Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
MÃE: Bem, meu filho, ressurreição é tornar a viver depois de ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
FILHO: Mais ou menos... Mamãe Jesus era um coelho?
MÂE: Que é isso menino! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele me solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!
FILHO: Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
MAE: É filho, Jesus e Deus são o mesmo. Você vai aprender isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
FILHO: O Espírito Santo também é Deus?
MÃE: É sim.
FILHO: E Minas Gerais?
MÃE: Sacrilégio!!!
FILHO: É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?!
MÃE: Não é o Estado do Espírito Santo QUE COMPÕE A trindade, meu Filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negocio meio complicado, nem a mamãe entende direito, mas quando você for ao catecismo à professora explica tudinho!
FILHO: Se Jesus não é o coelho... quem é coelho da Páscoa?
MÃE: Eu sei lá! É uma tradição. É igual ao Papai Noel, só que ao invés de presentes ele traz ovinhos.
FILHO: Coelho bota ovo?
MÃE: Chega! Deixe-me ir fazer o almoço que eu ganho mais!
FILHO: Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
PAI: Era, era melhor, ou então um urubu.
FILHO: Papai, Jesus nasceu no dia 25, né? Que dia ele morreu?
PAI: Isso eu sei, foi na sexta-feira santa.
FILHO: Que dia e mês?
PAI: ???Sabe eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
FILHO: Um dia depois.
PAI: Não, três dias depois.
FILHO: Então morreu na quarta-feira.
PAI: Não, morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah! Garoto vê se não me confunde! Morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois no sábado de aleluia.
FILHO: Como?
PAI: Pergunte a sua professora de catecismo!
FILHO: Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
PAI: É que hoje é sábado de aleluia e o pessoal vai fazer a malhação de Judas. Judas foi o apostolo que traiu Jesus.
FILHO: O Judas traiu Jesus no sábado?
PAI: Claro que não! Se ele morreu no sábado!!!
FILHO: Então, por que não malham o Judas no dia certo?
PAI: É boa pergunta.(Toca o telefone) Filho, atende pro papai. Se for um tal Rogério diz que eu não estou.
FILHO: Alô, quem fala?
ROGÉRIO: Rogério Coelho Pascoal, seu pai está?
FILHO: Não, foi comprar ovos de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
FILHO: Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
PAI: Cristo. Jesus Cristo.
FILHO: Só?
PAI: Que eu saiba sim, porquê?
FILHO: Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
PAI: Coitada!
FILHO: Coitada de quem?
PAI: Da sua professora de catecismo!!!

Autor: Desconhecido